Rodas de conversa: Invasão Vange Leonel
Sobre o Evento
Cronograma
Roda de conversa: Invasão Vange Leonel
Datas: De 14, 15 e 16 de outubro de 2025
Dias: Terça, quarta e quinta, das 20h00 às 22h30
Local: Sede Roosevelt – Sala Vange Leonel
14 de outubro
Vange Leonel na música
Na estreia das rodas de conversa da #InvasãoVangeLeonel na Sala Vange Leonel da SP Escola de Teatro, o holofote se volta para a face de cantora e compositora da artista e ativista, desde os primórdios na banda de adolescência Camarões (ao lado do primo Nando Reis). Após uma etapa como figura de frente da banda pós-punk Nau nos anos 1980, Vange chegou ao sucesso pop de “Noite Preta”, carro-chefe do álbum Vange (1991), e ao álbum experimental Vermelho (1996), sempre com composições próprias em dupla com a parceira e companheira Cilmara Bedaque.
Participantes
Cilmara Bedaque, jornalista, compositora, companheira e parceira de Vange na música, no ativismo feminista e lésbico e na vida, coautora de “Noite Preta”, “Mulher Lobo”, “Passeio Distraído”, “Esse Mundo”, “Mil Anos”, “Asas”, “Rabo de Sereia”, “Meninas” e “Vermelho”, entre outras, todas com Vange.
Nando Reis, ex-integrante da banda Titãs, coprodutor do álbum Vange (1991) e compositor de sucessos do rock brasileiro, como “Igreja”, “Os Cegos do Castelo” (dos Titãs), “Resposta” e “Dois Rios” (Skank), do reggae, em “Marvin” (Titãs) e “Onde Você Mora” (Cidade Negra), e da MPB, nas interpretações de Marisa Monte (“Ainda Lembro”, “Diariamente”), Cássia Eller (“E.C.T.”, “O Segundo Sol”, “Relicário”) e Carlinhos Brown (“Seo Zé”), entre outros.
Sarah Oliveira, jornalista, VJ e apresentadora de programas televisivos como Disk MTV, Top 20 Brasil, Luau MTV (MTV), Video Show (Globo), Conexão Direta, Viva Voz e Calada Noite (GNT), esse úlimo inspirado na “Noite Preta” de Vange e Cilmara Bedaque.
Mediador
Pedro Alexandre Sanches, jornalista e crítico musical, editor do site cultural independente Farofafá, com passagens pela Folha de São Paulo e pela Carta Capital, autor dos livros musicais Tropicalismo – Decadência Bonita do Samba (2000), Como Dois e Dois São Cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) (2004) e da série Álbum (2021-2025).
15 de outubro
Vange Leonel na literatura e na dramaturgia
Na segunda roda de conversa da #InvasãoVangeLeonel, vem à tona a face literária de Vange Leonel, autora do romance Balada para as Meninas Perdidas (2003), do livro de crônicas Grrrls – Garotas Iradas (2001) e dos textos teatrais As Sereis da Rive Gauche (encenado em 2000 no Centro Cultural São Paulo e editado em livro em 2002) e Joana Evangelista (levado ao palco pela Cia. de Teatro Os Satyros em 2006, com primeiro lançamento em livro neste outubro de 2025, pela Alameda Editorial).
Participantes
Adriana Azenha, atriz, diretora teatral, poeta, dramaturga e professora, atuou na montagem de As Sereias da Rive Gauche em 2000, escreveu e dirigiu peças como Jejum – No Suor de Teu Rosto Comerás o Teu Pão Torradinho, A Mãe d’Ele, Lavadeiras da Memória e O Pequeno Guardador de Rebanhos, entre outras, e é autora do livro Descartes.
Fernanda d’Umbra, atriz, diretora, produtora roteirista, cantora e compositora, em TV e streaming, trabalhou como atriz teatral nas companhias Teatro do Ornitorrinco, Grupo Cemitério de Automóveis, La Mínima, Parlapatões, Pia Fraus, Os Satyros, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e Bendita Trupe; roteirizou séries como Descolados (MTV e Band), Agora Sim! (Fox), Mal Me Quer (Warner), Só se For por Amor (Netflix), e Sutur (Amazon Prime).
Ivam Cabral, ator, dramaturgo, escritor, psicanalista e cofundador com Rodolfo García Vázquez da Cia. de Teatro Os Satyros, é doutor em teatro pela ECA-USP e diretor-executivo da SP Escola de Teatro; escreveu dezenas de textos teatrais, assinou roteiros para cinema e TV, codirigiu (com Garcías Vázquez) o filme A Filosofia da Alcova e lançou livros como Terras de Cabral – Crônicas de Lá e Cá.
Santiago Nazarian, escritor, tradutor e roteirista, é autor de 13 livros que classifica como de “existencialismo bizarro”, publicados pelas editoras Nova Fronteira, Record e Companhia das Letras, entre eles Olívio (2003). Mastigando Humanos (2006), Biofobia (2014) e Fé no Inferno (2020).
Mediador
Pedro Alexandre Sanches, jornalista e crítico musical, editor do site cultural independente Farofafá, com passagens pela Folha de São Paulo e pela Carta Capital, autor dos livros musicais Tropicalismo – Decadência Bonita do Samba (2000), Como Dois e Dois São Cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) (2004) e da série Álbum (2021-2025).
16 de outubro
Vange Leonel na militância LGBTQIAPN+
Encerrando as rodas de conversa da #InvasãoVangeLeonel, volta às ruas a ação pioneira e desbravadora de Vange Leonel como ativista feminista que se posicionou publicamente como lésbica desde os anos 1990, rompendo barreiras e tabus ainda vigentes na virada do século. Nessa frente de luta, Vange se integrou ao movimento lésbico, atuando como precursora no espectro hoje amplificado como LGBTQIAPN+ e participando das primeiras edições da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, da hoje chamada Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais e da manifestação feminista Marcha das Vadias.
Participantes
Elisa Gargiulo, militante feminista lésbica, musicista e videomaker, é integrante há 30 anos da banda de punk rock feminista Dominatrix, com a qual lançou quatro álbuns e fez turnês nacionais e internacionais, e participa de projetos musicais feministas paralelos como Ventre Laico Mente Livre, Fantasmina e Vision; no audiovisual, dirigiu o documentário 4 Minas.
Ju Motter, doutore em comunicação e cultura contemporânea pela UFBA, onde integra o Grupo de Pesquisa em Gênero, Tecnologias Digitais e Cultura (Gig@); é jornalista e idealizadore do coletivo artivista VelcroChoque.
Leo Moreira Sá, multiartista artivista, ator, dramaturgo, roteirista e designer de luz, é a primeira pessoa transmasculina brasileira a escrever, produzir e protagonizar sua vida, no espetáculo autobiográfico Lou&Leo (2013); cofundador do Cats (Coletivo de Artistas Transmasculines), é ativista desde os anos 1980, quando militou no nascente movimento LGBTQIAP+, em grupos históricos como o Somos e o Galf (Grupo de Ação Lésbico-Feminista); nos anos 1980, participou como baterista da banda de punk rock Mercenárias, com a qual gravou os discos Cadê as Armas? (1985) e Trashland (1987).
Mediador
Pedro Alexandre Sanches, jornalista e crítico musical, editor do site cultural independente Farofafá, com passagens pela Folha de São Paulo e pela Carta Capital, autor dos livros musicais Tropicalismo – Decadência Bonita do Samba (2000), Como Dois e Dois São Cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) (2004) e da série Álbum (2021-2025).


