Recuperando a Memória Mura: arte e pedagogia da afirmação indígena
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 10 a 17 de janeiro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
Através de imagens, narrativas e da pintura com tinta de jenipapo, a Profª Drª. Marcia Mura e Tanã Mura propõem uma conversa sobre vivências culturais e políticas realizadas em território Mura, a relação da floresta e dos rios com todo o entorno, que através das pinturas corporais tradicionais ganham outra materialidade. Durante a atividade, Márcia Mura também apresentará seu último lançamento, o livro infantil “TanãMak, uma guerreira mura”.
Sobre Márcia Mura
Nasceu em Porto Velho, é indígena, educadora, contadora de histórias, escritora e diretora de dois mini docs. Graduada em História, pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR); mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); e doutora em História Social, pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professora da rede estadual de educação de Rondônia. Aprendiz dos conhecimentos repassados pelas mais velhas e pelos mais velhos, é autora de livros e textos literários que apresentam histórias vivenciadas em meio ao seu povo, no território Mura, entre as águas do rio Madeira. É coordenadora do coletivo Mura, faz parte do movimento Wayrakuna e do Mulherio das Letras Indígenas.
Sobre Tanã Mura (Atatuyky)
Tem 29 anos, é indígena do povo Mura em contexto Ribeirinho do Rio Madeira, em Porto Velho (RO). Faz parte do Coletivo Mura de Porto Velho e do Comitê de Defesa da Vida Amazônia na Bacia do Rio Madeira (Comvida), do Instituto Madeira Vivo (IMV) e do Movimento da Juventude Indígena-RO. É artista, trabalha com ilustrações de livro, fotografia, pinturas corporais com a tinta de jenipapo e ministra oficinas sobre grafismo indígena.
Sobre o Povo Mura
Os Mura ocupam vastas áreas no complexo hídrico dos rios Madeira, Amazonas e Purus. Vivem tanto em Terras Indígenas, quanto nos centros urbanos regionais, como Manaus, Autazes e Borba. Desde as primeiras notícias do século XVII são descritos como um povo navegante, de ampla mobilidade territorial e exímio conhecimento dos caminhos por entre igarapés, furos, ilhas e lagos. Em seu longo histórico de contato, sofreram diversos estigmas, massacres e perdas demográficas, linguísticas e culturais. Originariamente falantes de uma língua isolada, os Mura passaram a utilizar o Nheengatú (Língua Geral Amazônica) no intercâmbio com brancos, negros e demais populações indígenas. No século XX, o português se tornou a principal língua utilizada. No presente, a despeito das mudanças históricas, os Mura realizam diversos esforços para serem plenamente reconhecidos enquanto povo diferenciado.
Observações:
- 30 (trinta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 10 a 17 de janeiro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



