Cineclube TAVA | O Colo da Terra, com JasyWera, Diogo Gyura e Renata Meirelles
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 22 a 29 de janeiro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
Para dar início ao Cineclube TAVA de 2026, será exibido o filme “Do Colo da Terra” (Brasil, 2025, 75’), produzido pelo Território do Brincar e pela Ludus Vídeos e Cultura; apresentado pelo Instituto Alana. O filme convida à reflexão sobre as infâncias indígenas e torna-se uma ferramenta para pensar a educação de todas as crianças. Seu lançamento foi acompanhado de um material de apoio que possibilita o aprofundamento em seus temas e auxilia a abordagem por professores(as) em sala de aula, em observação a Lei 11.645/2008, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena na educação básica. Após a exibição do filme haverá uma roda de conversa com representantes Guarani Kaiowá, JasyWera e Gyura Diogo Souza, acompanhados da diretora Renata Meirelles.
Sinopse: o filme retrata a infância dos povos indígenas Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Baniwa e Khisetje, que vivem em diferentes regiões do Brasil. A espiritualidade e a ludicidade norteiam o cotidiano, tanto na Terra quanto no céu. Cabe a nós, como humanos, honrar esses princípios.
Quatro povos, quatro modos de viver a infância:
- Guarani Kaiowá – vivem no sul do Mato Grosso do Sul, em municípios como Dourados e Amambai, próximos à fronteira com o Paraguai. Enfrentam há décadas conflitos fundiários e a perda de territórios tradicionais.
- Guarani Nhandeva (ou Ñandeva) – localizados também no Mato Grosso do Sul, com comunidades no Paraná, São Paulo e no litoral sul e sudeste. Compartilham laços culturais e linguísticos com os Kaiowá e Mbya.
- Baniwa – habitantes do noroeste do Amazonas, nas margens do rio Içana, afluente do Rio Negro, especialmente em São Gabriel da Cachoeira. Integram a Terra Indígena Alto Rio Negro, uma das mais preservadas do país.
- Kĩsêdjê (ou Suyá) – vivem no Parque Indígena do Xingu, no norte do Mato Grosso, às margens do rio Suiá-Missu. Falam uma língua da família Jê e são reconhecidos por sua tradição musical, seus rituais de canto e dança e por uma relação profunda com a floresta e os ciclos naturais.
Brasil, 2025, 75’
Gênero: documentário
Direção: David Vêluz e Renata Meirelles
Roteiro: Bea Monteiro e Renata Meirelles
Montagem: Marilia Moraes, edt.
Direção de Fotografia e Câmera: David Vêluz
Som e Trilha: Paulo Brandão e músicas tradicionais
Produção de Campo: Luiz Medina Guarani, Angélica Kaiowá, Kokoyamarati Renan Suyá, Wengrotxi Suyá, Arcenio Maria Hernandes Baniwa, Juvêncio Baniwa, Renata Meirelles e David Vêluz
Produção Executiva: Renata Meirelles
Produtora: Ludus Vídeos e Cultura
Classificação Indicativa: livre
Sobre JasyWera
JasyWera – Keila Martines é Kaiowá do Mato Grosso do Sul e ativista dedicada às pautas indígenas, tanto de seu povo quanto em âmbito nacional. Graduanda em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisa literatura indígena e identidade, utilizando o cinema como metodologia. Integra a Rede Latino-americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino) e participa de iniciativas internacionais como Ekologos, coordenado pela Universitetet i Tromsø – Norges arktiske universitet (UiT | Universidade Ártica da Noruega), e se baseia em colaborações com a RV University (Bangalore), a Universidade Estadual de Campinas (Brasil), o Highland Institute (Nordeste da Índia) e o Instituto de Pesquisa Marinha (Noruega). Apaixonada pelo diálogo entre culturas, constrói pontes entre saberes, artes e territórios.
Sobre Gyura Diogo Souza
Gyura Diogo Souza é Guarani Kaiowá do território Jaguapiru, em Mato Grosso do Sul. Graduando em Licenciatura em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisa temas ligados à educação escolar indígena e formação docente. Atua na área do cinema, dirigindo curtas e longas-metragens, e integra a Rede Latino-americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino). Também é membro da iniciativa internacional Ekologos, coordenado pela Universitetet i Tromsø – Norges arktiske universitet (UiT | Universidade Ártica da Noruega), e se baseia em colaborações com a RV University (Bangalore), a Universidade Estadual de Campinas (Brasil), o Highland Institute (Nordeste da Índia) e o Instituto de Pesquisa Marinha (Noruega). Por meio do cinema, dedica-se a promover diálogos e interações entre diferentes culturas
Sobre Renata Meirelles
Sempre com o brincar em pauta, já fez curadoria de exposições, escreveu livros, mestrado, co-dirigiu e roteirizou o filme de longa-metragem “Território do Brincar” e “Do Colo da Terra”, além diversos curtas e médias metragens. Coordena o Projeto de Pesquisa Território do Brincar, com patrocínio do Instituto Alana, e é idealizadora do Projeto Bira – Brincadeiras Infantis da Região Amazônica. Co-diretora da Produtora Audiovisual Ludus Videos e Cultura.
Sobre o Cineclube TAVA
Para dar visibilidade ao cinema indígena, o MCI sedia o Cineclube TAVA, uma oportunidade para ver, pensar e conversar sobre produções audiovisuais de povos originários, que se tornam importantes canais de comunicação dentro das comunidades e ampliam a criação de redes entre as diversas etnias, constituindo um espaço de atuação e protagonismo, promovendo o reconhecimento de grupos e atuações e fortalecendo suas lutas.
Cineclube é um espaço democrático, educativo, político, que contribui na formação do público porque promove, também, rodas de conversa com os participantes ou realizadores dos filmes. As obras exibidas possibilitam que o espectador conheça diferentes cinematografias, narrativas, estéticas e culturas.
Observações:
- 40 (quarenta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 22 a 29 de janeiro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



