QUARTEL DA TABATINGUERA: DE SUA ORIGEM NO SÉCULO XVIII, AO ABANDONO NO SÉCULO XXI
Sobre o Evento
Quem passa pela região do Parque D. Pedro II, Avenida do Estado, próximo ao rio Tamanduateí, na cidade de São Paulo, se depara com uma edificação que infelizmente está abandonada por décadas. Ela é uma das construções mais antigas da capital paulista, que apesar de todo abandono, ainda se mantém em pé no século XXI.
O espaço é conhecido como sede de unidades militares como: Quartel da Tabatinguera (Força Pública) ou 2º Batalhão de Guardas (Exército Brasileiro).
Porém, começou a ser construído em 1765, como residência de um cirurgião, depois passou por outros proprietários. Durante a década de 1850 abrigou um convento. Anos mais tarde espaços educativos religiosos, em um primeiro momento masculino, depois feminino.
No ano de 1861, o governo da província de São Paulo comprou o imóvel. Um dos objetivos era que o local abrigasse o hospital dos alienados, como eram conhecidos os hospitais psiquiátricos naquele período.
Com a inauguração do Hospital Psiquiátrico do Juquery, no início do século XX, o espaço passou a abrigar unidades de Força Pública de São Paulo.
Na década de 1960, no início do regime militar, passou a ser ocupado por unidades do Exército Brasileiro até 1995, quando voltou a pertencer à Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Assuntos que serão abordados na palestra:
a) A história do local desde o século XVIII, seus proprietários. Os rumores de ser uma das propriedades da Marquesa de Santos;
b) As mudanças na arquitetura da edificação para atender as necessidades de residências, conventos, escolas, hospitais, quartéis, acompanhando todo crescimento e urbanização de São Paulo. Lembrando que a área ocupada pela edificação é de aproximadamente 15 mil m²;
c) Questões socioeconômicas e políticas, não apenas de São Paulo, como do país serão abordadas para o melhor entendimento do contexto histórico da edificação.
Além de todo este levantamento histórico sobre a edificação, também apresentarei um estudo ao qual eu participei, acompanhada dos colegas Gustavo Secco Rodrigues e Mariana Martin Barbosa, do Estúdio Sarasá Conservação e Restauro, no ano de 2014, sobre as técnicas de construção e materiais identificadas na edificação do Quartel da Tabatinguera: alvenaria de pedras; adobe; taipa de pilão; taipa de mão (ou pau-a-pique); alvenaria de tijolos e alvenaria de blocos cerâmicos etc. Este trabalho foi apresentado no I Congresso Internacional Hispanoamericano de História da Construção, na cidade de Segovia, Espanha, em 2015.
Palestrante: Profa. Dra. Valdirene do C. Ambiel
Historiadora e arqueóloga. Mestra e doutora. Com experiência em: História do Brasil, ênfase em Brasil Império, Arqueologia Histórica, Forense, Funerária e Preventiva. Antropologia Física e Forense e Museologia. Participação nas escavações no cemitério interno do Mosteiro da Luz/SP. Além de desenvolver pesquisas históricas sobre a Ordem das Irmãs Concepcionistas e os costumes da cidade de São Paulo entre os séculos XVIII e XIX. Responsável pela realização de prospecções arqueológicas no Quartel da Luz; Casa da Palavra Mário de Andrade e Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo. Desenvolve estudos sobre os primeiros imperadores do Brasil desde 2007: D. Leopoldina – filha dos Césares; Estudos de arqueologia forense aplicados aos remanescentes humanos dos primeiros imperadores do Brasil e Estudo de aspectos antropométricos e médicos dos primeiros imperadores do Brasil. É autora do livro intitulado: “O novo grito do Ipiranga” (2017).
Data: 07 de março de 2026 (sábado)
Horário: 10h30
Não é necessário fazer inscrição. Sujeito a lotação
Informações: (11) 3322-5393
Whatsapp:+55 (11) 99144-3223 ( somente mensagens )
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz
Estacionamento Gratuito: Rua Jorge Miranda, 43 – Luz (sujeito a lotação)



