Instalação “Exaltação e Êxtase: manifestações de resistência e visibilidade”
Sobre o Evento
ATIVIDADE PRESENCIAL, SEM NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO.
O acesso se dará mediante a aquisição de ingresso de visitação. Inteira R$15,00 | Meia R$7,50 | Gratuidade às quintas-feiras | Ingressos e política de gratuidade e meia entrada: www.museudasculturasindigenas.org.br/visite/ingressos-e-gratuidade
Para o Carnaval de 2026, o Museu das Culturas Indígenas traz a instalação “Exaltação e Êxtase: manifestações de resistência e visibilidade”, que ocupará o 7º andar. A instalação integra a série de realizações dos anos anteriores, “Índio Indígena NÃO é Fantasia!” (2024) e “Representatividade x Representação: é só uma homenagem?” (2025).
A partir de fotos, vídeos, depoimentos e camisetas e do depoimento de Ailton Krenak em entrevista após o desfile, em que ele diz tratar-se de “… um estado de exaltação, é um êxtase…”, a montagem traz as experiências de integrantes do Conselho Aty Mirim e da equipe do MCI que participaram do desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S.) Mocidade Unida da Mooca (MUM), que aconteceu em 2 de março de 2025, no Sambódromo do Anhembi.
Ao lado de Ailton Krenak, em um dos carros alegóricos, mestres dos saberes, conselheiros e funcionários do museu empunharam estandartes — bandeiras decoradas tipicamente carnavalescas — que fizeram parte da Instalação: “Índio Indígena NÃO é Fantasia!” (realizada pelo MCI em 2024) com frases como “Cocar é sagrado”, “Cada grafismo representa a espiritualidade de um povo” e “Demarcação já”.
Sobre o Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S.) Mocidade Unida da Mooca (MUM)
Surgiu na década de 80, a partir do Bloco Solta Franga, que fazia desfiles, na época de carnaval e participava das festas durante o ano, pelo bairro da Mooca. Como G.R.E.S., oficialmente, foi fundado em 18 de março de 1987.
Até 2017, desfilou pela União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP); com o vice-campeonato neste ano, em 2018, desfilou no Grupo de Acesso II, da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), sagrando-se campeão. Desde 2019, desfilava pelo Grupo de Acesso I, também da Liga-SP.
No Carnaval de 2025, o Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S.) Mocidade Unida da Mooca (MUM) homenageou o escritor e primeiro indígena Imortal da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak, com o enredo “Krenak – O presente ancestral”. Desfilando pelo Grupo de Acesso I, conquistou o vice-campeonato, atrás do Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S.) Tom Maior, sendo promovido ao Grupo Especial pela primeira vez na história.
O enredo em homenagem a Krenak, foi desenvolvido pelo carnavalesco Renan Ribeiro, egresso da Associação Cultural e Social Escola de Samba (A.C.S.E.S.) Mocidade Camisa Verde e Branco, e os intérpretes oficiais foram Emerson Dias, que veio do Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S.) Acadêmicos do Salgueiro, e Gui Cruz.
Com composição de Aquiles da Vila, Arlindinho, Biel, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinícius e Salgado, o MUM mirou o olhar para um Brasil que resiste em não se compreender enquanto povo, que levou 126 anos para reconhecer como imortal um falante das línguas originárias do nosso país. Ergueu sua voz e somou seu canto ao brado de um país que, por mais de 500 anos, segue lutando pelo direito de ser e estar no chão que sempre os pertenceu.
Levanta povo Tupi, o dono da terra
Enterra essa gente, da selva de pedra
Pisa nesse chão, o nosso quinhão
Entoa seu grito de guerra:
Hey, há, hey! É fogo no invasor!
Hey, há, hey! A cura da minha dor!
Se o tempo não apaga a verdade
Evoco a ancestralidade
Meu povo, cadê você?
Onde foi parar?
O Caité, Carijó, Tupinambá
Meu sangue se faz presente
Vamos relembrar…
Do Cariri, do Guarani, do Potiguar
Sou Rio que segue o curso,
Um “marco” de memórias,
Histórias de um Brasil original
Meu preto jenipapo,
Calou o seu discurso
Academia fez meu nome imortal
Auê! Auá!
Se você me contesta
Respeita! Tem que aceitar
“A Mooca é luta, é resistência.”
“E a esperança é o Brasil Cocar.”
(Vem ser mais um)
Eh! Borun, Marét
Eh! Borun, Marét
O meu clamor se manifesta
Se a branca ignorância
É o ato que não cessa
O meu samba ecoa na floresta!
Observações:
- atividade presencial, sem necessidade de inscrição;
- o acesso se dará mediante a aquisição de ingresso de visitação;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



