Cineclube TAVA | Yvy Maraey
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 7 a 14 de março ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
O Cinecluve TAVA de março exibe o filme Yvy Maraey (Bolívia, México, Noruega, 2013, 107’), uma obra do cinema boliviano contemporâneo que aborda conceitos importantes para a cosmologia do povo Avá Guarani, que vive e caminha por países como Brasil, Argentina e Bolívia. A exibição será seguida de uma roda de conversa com José Arispe Rodríguez, do povo Aymara, que fez parte da equipe de fotografia do longa-metragem, e Mario Tadeo, indígena Avá Guarani da Bolívia que reside no Brasil.
Sinopse: “Yvy Maraey” acompanha a jornada de um cineasta mestiço e um líder guarani que, juntos, percorrem os territórios indígenas do sudoeste da Bolívia em busca de um lugar mítico, a “terra sem mal”. O encontro entre ambos se transforma em um diálogo tenso e poético sobre identidade, alteridade, colonialismo e os modos de representar o outro. O ponto de partida é um filme de 1911 do explorador Erland Nordenskiöld, mas o presente mostra uma realidade muito mais intensa do que a nostalgia de um mundo perdido para sempre.
Bolívia, México, Noruega, 2013, 107’
Gênero: drama, ficção
Direção: Juan Carlos Valdivia
Elenco: Juan Carlos Valdivia, Elio Ortíz, Felipe Román, Francisco Acosta, Diego Picaneray, José Changaray, Carla Arana, Luciano Goméz, Alfredo Sánchez e Filomena Viveros
Direção Artística: Marisol Calle
Roteiro: Elio Ortiz e Juan Carlos Valdivia
Fotografia: Paul de Lumen e Jose Arispe Rodriguez
Música: Sergio Prudencio
Som: Ramiro Fierro
Montagem: Juan Pablo Dibitonto
Produção Executiva: Ximena Valdivia Flores
Produção: Cinenomada S.R.L., Barracuda Films S. de R.L. de C.V.
Prêmios: Festival de Mar de Plata (2013) e Festival de La Habana (2013)
Cor: colorido
Classificação Indicativa: 12 anos
Sobre José Arispe Rodríguez
Natural de La Paz, Bolívia; vive em São Paulo, Brasil. Trabalha com pesquisa artística, explora questões como a arte da região dos Andes com problemática contra-colonial por meio das artes visuais. No Museo Nacional de Arte (MNA | Bolívia), foi curador responsável por projetos de exposição em arte contemporânea e palestrante no Programa de Estudios Descoloniales en Arte (PED) . É doutor em Estudos em Artes Contemporâneas pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (PPGCA/UFF); mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal Mato Grosso (UFMT), por meio da bolsa da Organização dos Estados Americanos (OEA); formado em Direção Cinematográfica pela Universidade Católica Boliviana.
Sobre Mario Tadeo
É sociólogo, artista cênico, arte-educador, pesquisador documental e curioso das artes vivas contracoloniais. Boliviano, Ava Guarani; Transgênero não binárie. Formado em Sociologia e Artes Cênicas; trabalhou como educador em centros educativos e centros de reintegração sociais para adolescentes privados de liberdade. Atualmente, reside em São Paulo e faz parte do projeto “Tecituras em fronteira”, voltado para mulheres migrantes bolivianas residentes na capital paulista. Fez parte da equipe de mediadores na 35ª e 36ª Bienal de Arte de São Paulo. Também faz parte do grupo artístico andino Akshu Teatro, em que desenvolve processos teatrais de grupo, criação e pesquisas artísticas com base no “Taki Oncoy”. A nível internacional é ator da companhia de teatro Klara Theatre Produktionen, no projeto Palmasola (peça apresentada na Suíça, Alemanha, Espanha, Bolívia, Argentina, Brasil, Sérvia e Bélgica).
Sobre o Cineclube TAVA
Para dar visibilidade ao cinema indígena, o MCI sedia o Cineclube TAVA, uma oportunidade para ver, pensar e conversar sobre produções audiovisuais de povos originários, que se tornam importantes canais de comunicação dentro das comunidades e ampliam a criação de redes entre as diversas etnias, constituindo um espaço de atuação e protagonismo, promovendo o reconhecimento de grupos e atuações e fortalecendo suas lutas.
Cineclube é um espaço democrático, educativo, político, que contribui na formação do público porque promove, também, rodas de conversa com os participantes ou realizadores dos filmes. As obras exibidas possibilitam que o espectador conheça diferentes cinematografias, narrativas, estéticas e culturas.
Data: 14/03/2026, sábado
Local: Museu das Culturas Indígenas | 7º Andar
Horário: das 14h às 17h
Vagas: 40 (quarenta)
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Classificação: 12 anos
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
- 40 (quarenta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 7 a 14 de março ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



