Dia Internacional das Mulheres
Sobre o Evento
ATIVIDADE VIRTUAL E GRATUITA, SEM NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO.
Para a atividade do Dia Internacional das Mulheres (8 de março) o MCI traz Chirley Pankará e Elizangela Baré para um bate-papo, transmitido no canal de YouTube do MCI, sobre seus territórios, a proteção das mulheres, além da preservação e valorização da cultura e ancestralidade dos diversos povos indígenas brasileiros. A mediação fica a cargo de Ivone Pankararu.
Chirley Pankará trará a história da Marcha das Mulheres Indígenas, organizada pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), que ocorre desde 2019, em Brasília (DF), com o objetivo de conectar e reconectar a potencialidade das vozes das ancestralidades que são as sementes da terra, fortalecer a atuação das mulheres indígenas que estão com o corpo-território em movimento, debater os desafios e propor novos diálogos de incidência na política indígena do Brasil. Já Elizangela Baré contará sobre o processo de concepção do livreto “Cuidados e prevenção no enfrentamento à violência contra mulheres no Rio Negro”, material informativo construído a muitas mãos a partir de diálogos e reflexões entre mulheres rionegrinas de diversas etnias da região, organizado pelo Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (DMIRN/Foirn), em parceria com o Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental (ISA) e a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).
Sobre o 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data é um marco na batalha por direitos das mulheres, em referência às lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho, pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino, iniciadas a partir de movimentações, passeatas e greves, entre o final do século XIX e o início do século XX, na Europa, Estados Unidos e Rússia (União Soviética).
Sobre Chirley Pankará
É cursada em oficinas de teatro; Pedagoga, pela Faculdade de Mauá; Mestra em Educação, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP); e Doutora em Antropologia Social, pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (PPGAS-FFLCH-USP). Nascida em Pernambuco, migrou para São Paulo aos 25 anos em busca de oportunidades. Atuou por oito anos como gestora dos Centros de Educação e Cultura Indígena (CECIs) e foi Coordenadora-Geral de Promoção a Políticas Culturais no Ministério dos Povos Indígenas (CGPPC-MPI). Foi a primeira codeputada estadual pela Bancada Ativista (PSOL/SP) e também é escritora, artesã, etnomodista e contadora de memórias. Mulher Bioma da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA).
Sobre Elizangela Baré
Possui Licenciatura Plena em Sociologia, pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Mestrado em Saúde Pública, pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), onde também faz seu doutorado. Foi Coordenadora da Escola Municipal Purunuminari e Napirikury, do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (DMIRN/Foirn) e da Campanha “Rio Negro, Nós Cuidamos!”, que distribuiu cestas básicas e itens de higiene para povos indígenas do Rio Negro no período mais intenso da pandemia de Covid-19. Presidiu a Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMIARN). Atuou com a organização Médicos Sem Fronteiras como Educadora de Saúde no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e também foi pesquisadora-bolsista da Plataforma de Antropologia e Respostas Indígenas à Covid-19 (PARI-c), ferramenta de comunicação da pesquisa “Respostas Indígenas à Covid-19 no Brasil: arranjos sociais e saúde global”, sob responsabilidade da City University of London, financiada pelo Medical Research Council/UK Research and Innovation (MRC/UKRI (Conselho de Pesquisa Médica – agência governamental de pesquisa e inovação do Reino Unido). Foi consultora de apoio na mobilização de auxílio para a pesquisa e articulação na Amazônia para o projeto Defensoras, do Instituto Igarapé. Faz locução no podcast Rádio Sumaúma, parceria da Rede Wayuri com Sumaúma Jornalismo do Centro do Mundo, produzido pela produtora Vem de Áudio.
Sobre Ivone Pankararu (mediação)
Pertencente ao povo Pankararu que vive em São Paulo, é secretária da Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu – coletivo sem fins lucrativos que atua para a promoção da articulação nas áreas da educação, cultura e saúde Pankararu em território paulista. Participou de roda de conversa no Sesc Santo Amaro, Sesc Itaquera e no MCI, também contribui na elaboração de comidas típicas indígenas do povo Pankararu, além de participar de apresentações do tradicional Toré.
Observações:
- atividade virtual e gratuita, sem necessidade de inscrição.



