Oficina de Maracá | Feitio e Customização
Libras
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 12 a 19 de abril ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
O Grupo Yamititkwa Sato (Fulni-ô), de Águas Belas (PE), conduzirá oficinas para feitio e customização de maracá, a partir de abordagens da rotina da aldeia, dos rituais sagrados, da medicina, alimentação, fonte de renda e do Yathê, o idioma Fulni-ô.
O maracá, instrumento musical de poder que, quando chacoalhado, traz as energias dos elementos ar, terra, água e fogo e todo o Universo entra em sintonia e equilíbrio, é utilizado para marcar o ritmo do canto e da dança durante cerimônias, festividades, ritos e outras manifestações culturais e sociais. Possui grande força espiritual, conecta com os ancestrais e com a espiritualidade que se manifestam nesse impulso.
A forma e materiais utilizados no maracá têm significados:
- cabaça/coité/cumbuco, redondo, representa o Planeta Terra e o Universo, onde vivem os espíritos;
- cabo, em madeira, o povo em pé e a Grande Árvore que faz a ligação entre o mundo em que vivemos com o mundo espiritual; e
- as sementes/miçangas no interior da cabaça, os guerreiros, curumins e, também, os espíritos adormecidos que, quando chacoalhados, são acordados para nos auxiliar.
Importante: a atividade será dividida em dois momentos, considerando o feitio da peça (das 10h às 11h30) e a customização do maracá (das 11h30 às 13h).
Todos os participantes farão seu próprio instrumento e, a partir das orientações dos integrantes do Grupo, aprenderão a respeitar e reverencia-lo. Na parte da tarde (das 15h às 16h), dando sequência, haverá uma vivência de cantos (Cafurnas) e dança (Toré), ritual cultural e religioso praticado por diversos povos indígenas do Nordeste brasileiro, para iniciação do maracá.
Sobre o Grupo Yamititkwa Sato
Coletivo de indígenas da etnia Fulni-ô, originários de Águas Belas (PE), focado em compartilhar sua cultura, tradições e a língua Yathê (única do Nordeste que permanece ativa). Desde 2014, realiza vivências, cantos, danças e rodas de conversa, frequentemente apresentando-se em centros culturais de São Paulo. O grupo é reconhecido por manter viva a língua nativa e promover a conscientização sobre a pluralidade cultural indígena. Yamititkwa significa “os amigos”.
Sobre o Povo Fulni-ô
Na etimologia de seu nome: fuli = rio | ni = ter ou fazer | ho = sufixo de agente verbal; onde, então, “fúlnihô” ou “fúlniô” é “aquele que é do rio”. Único grupo do Nordeste que conseguiu manter viva e ativa sua própria língua (a Yathê), bem como um ritual a que chamam Ouricuri, atualmente, realizado em sigilo. Durante muito tempo foram considerados como os últimos remanescentes dos históricos Karirí, hipótese descartada a partir da análise linguística comparativa: “a língua dos Karnijós difere consideravelmente da dos amerícolas da família Kariri”. Os representantes deste povo também são chamados Carnijós ou Carijós, inclusive Cajaú. Vivem na parte central das terras da reserva indígena da cidade de Águas Belas (PE).
Observações:
- 20 (vinte) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 12 a 19 de abril ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



