19 de abril
domingo das 15:00 às 16:00
R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo - SP, 05002-062, Brasil
Entrada Gratuita

Libras
ATIVIDADE PRESENCIAL E GRATUITA, SEM NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO.
Com o uso dos maracás confeccionados na oficina realizada na parte da manhã, o Grupo Yamititkwa Sato (Fulni-ô) conduzirá junto ao público uma vivência de cantos (Cafurnas) e dança (Toré).
Cafurnas são as músicas tradicionais dos Fulni-ô, que falam do cotidiano, da luta pela manutenção da identidade e principalmente evocam a espiritualidade, considerada elemento fundamental para cura mental e física. A apresentação das cafurnas é sempre acompanhada de danças inspiradas em animais do sertão pernambucano.
O Toré trata-se de um ritual de cura, consolo, união da comunidade e afirmação de identidade cultural e religiosa praticado por diversos povos indígenas do Nordeste brasileiro, incluindo, entre outros, os Fulni-ô, Kariri-Xocó, Pankararé, Pankararu e Xukuru-Kariri, de maneira que cada comunidade tenha suas próprias variações de ritmos, toadas e expressões. Para o Povo Fulni-ô, é uma dança circular ou em fila, com cantos e música, e símbolo importante de tradição e de conexão com a cosmovisão e espiritualidade, envolvendo a invocação de entidades, como os “Encantados”. “To”, significa “som”; e “Ré”, “sagrado”.
Sobre o Grupo Yamititkwa Sato
Coletivo de indígenas da etnia Fulni-ô, originários de Águas Belas (PE), focado em compartilhar sua cultura, tradições e a língua Yathê (única do Nordeste que permanece ativa). Desde 2014, realiza vivências, cantos, danças e rodas de conversa, frequentemente apresentando-se em centros culturais de São Paulo. O grupo é reconhecido por manter viva a língua nativa e promover a conscientização sobre a pluralidade cultural indígena. Yamititkwa significa “os amigos”.
Sobre o Povo Fulni-ô
Na etimologia de seu nome: fuli = rio | ni = ter ou fazer | ho = sufixo de agente verbal; onde, então, “fúlnihô” ou “fúlniô” é “aquele que é do rio”. Único grupo do Nordeste que conseguiu manter viva e ativa sua própria língua (a Yathê), bem como um ritual a que chamam Ouricuri, atualmente, realizado em sigilo. Durante muito tempo foram considerados como os últimos remanescentes dos históricos Karirí, hipótese descartada a partir da análise linguística comparativa: “a língua dos Karnijós difere consideravelmente da dos amerícolas da família Kariri”. Os representantes deste povo também são chamados Carnijós ou Carijós, inclusive Cajaú. Vivem na parte central das terras da reserva indígena da cidade de Águas Belas (PE).
Sobre o Dia dos Povos Indígenas - 19 de abril
Celebrado anualmente, é uma data fundamental para o reconhecimento da pluralidade cultural e da luta histórica das populações originárias no Brasil. Sua origem remete ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México em 1940, onde lideranças indígenas decidiram participar ativamente das discussões sobre seus direitos justamente nesse dia. No cenário nacional, a data foi oficialmente instituída em 1943 pelo governo de Getúlio Vargas, por meio do Decreto-Lei nº 5.540, atendendo a apelos de figuras como Marechal Rondon. Atualmente, a celebração - cujo nome foi atualizado em 2022 para ser mais inclusivo e respeitoso - serve como um momento crucial para debater a demarcação de terras, a preservação de saberes ancestrais e a proteção dos direitos fundamentais dessas comunidades, que são os pilares da identidade e da biodiversidade brasileira.
Observações:
Políticas de entrada
gratuita, sem necessidade de inscrição
MCI - Museu das Culturas Indígenas
19 de abril
domingo das 15:00 às 16:00
R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo - SP, 05002-062, Brasil
Entrada Gratuita

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