Dia dos Povos Indígenas | Show de Pré-lançamento: Djotana, com Siba Puri
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Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 12 a 19 de abril ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
“Djotana” apresenta a nova fase musical da artista indígena contemporânea Siba Puri, antecipando faixas e conceitos de seu álbum de estreia, previsto para este ano. Trata-se de um espetáculo que combina música, espiritualidade, tecnologia, dança e narrativa ancestral, resultando em uma apresentação imersiva, sensorial e politicamente potente.
O show celebra a ancestralidade viva Puri, a resistência dos povos originários e a fusão entre ritmos tradicionais afroindígenas e pulsos eletrônicos urbanos – marca da estética criada por Siba e nomeada por ela como “Reggae Originário”.
Sobre Siba Puri
Cantora, compositora, percussionista, arte-educadora e mulher indígena, lésbica, nordestina e periférica nascida em Olinda (PE), com raízes em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, onde vivia a etnia Puri. Sua obra autoral propõe uma música indígena contemporânea marcada pela experimentação eletrônica e psicodélica, mas profundamente enraizada nos ritmos tradicionais afro-brasileiros e originários, como o caboclinho, maracatu, maculelê, coco e cavalo-marinho – entrelaçados com sonoridades urbanas como dub, reggae, trap e rap, mistura que ela mesmo entitula de: Reggae Originário.
Sua música é território de denúncia, memória e encantamento. A artista provoca reflexões sobre a presença e invisibilidade dos povos originários – nas aldeias e nos centros urbanos – e tensiona a continuidade da colonização sobre saberes ancestrais, propondo uma escuta que é, ao mesmo tempo, espiritual, política e sensorial.
A influência de sua avó, uma mulher Puri de São José de Ubá (na divisa entre MG e RJ), ecoa fortemente em sua trajetória. Era ela quem criava cantigas de roda em reverência à lua e à terra, e esse elo com o feminino ancestral e a cosmologia indígena se faz presente nas composições de Siba, que abordam suas travessias espirituais, afetos, lutas e resistências – incluindo a visibilidade LGBTQIAPN+ – em um verdadeiro mapa astral artístico e ancestral.
Ao longo de sua trajetória, Siba Puri já se apresentou em palcos de destaque como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), Festival Internacional Amazoniza-te, Brasil é Terra Indígena, Carnaval do Recife, Prata da Casa no Sesc Pompéia, Virada Cultural de São Paulo, Festival Brasil é Terra Indígena, Recn’play, Mostra de Música Indígena Contemporânea no Sesc 24 de Maio, entre outros.
Foi uma das 100 artistas premiadas no concurso mundial promovido pela cooperativa musical suíça Artlink, teve obras expostas na I Bienal de Arte Indígena do Rio, no Museu das Culturas Indígenas de São Paulo e na WOMEX (Portugal), uma das maiores feiras de música do mundo.
Sobre o Dia dos Povos Indígenas - 19 de abril
Celebrado anualmente, é uma data fundamental para o reconhecimento da pluralidade cultural e da luta histórica das populações originárias no Brasil. Sua origem remete ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México em 1940, onde lideranças indígenas decidiram participar ativamente das discussões sobre seus direitos justamente nesse dia. No cenário nacional, a data foi oficialmente instituída em 1943 pelo governo de Getúlio Vargas, por meio do Decreto-Lei nº 5.540, atendendo a apelos de figuras como Marechal Rondon. Atualmente, a celebração - cujo nome foi atualizado em 2022 para ser mais inclusivo e respeitoso - serve como um momento crucial para debater a demarcação de terras, a preservação de saberes ancestrais e a proteção dos direitos fundamentais dessas comunidades, que são os pilares da identidade e da biodiversidade brasileira.
Observações:
- 40 (quarenta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 12 a 19 de abril ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



