Olhares negros e a gravura moderna no século 20
Sobre o Evento
Conheça o trabalho de Octávio Araújo, Manuel Messias, Maria Lídia Magliani, Emanoel Araújo e outros artistas modernistas, negros e essenciais para a História da arte Brasileira.
O curso propõe apresentar um panorama da arte brasileira no século 20, com foco na gravura moderna e temáticas raciais. A partir de discussões sobre identidade, história e memória, busca-se debater a respeito da representação afro-diaspórica e da representatividade negra. Nomes como Octávio Araújo, Emanoel Araujo, Manuel Messias, Maria Lídia Magliani, entre outros, constituem a base para as análises visuais, bem como os textos de Igor Simões, Kabengele Munanga, Nelson Inocêncio, Renata Felinto, o referencial teórico. A formação é voltada para pessoas interessadas em ampliar o repertório artístico e cultural para fins didáticos, curatoriais e/ou pessoais.
História da Arte no Brasil no século 20
Gravura Moderna
Artistas Negros
Temáticas Raciais
Revisão Historiográfica
Aula 1 — 08/04/2026 | Arte afro-brasileira e Arte branco-brasileira
Direta ou indiretamente, a produção artística molda o imaginário popular. A partir de uma leitura crítica, a primeira aula tem como objetivo fomentar uma introdução à história da arte no Brasil por meio da gravura e questionar as representações homogêneas e hegemônicas.
Aula 2 — 15/04/2026 | Quem são os gravadores negros?
A segunda aula tem como objetivo apresentar brevemente quatro artistas: Octávio Araújo, Emanoel Araújo, Manuel Messias e Maria Lídia Magliani, abordando aspectos de sua formação, suas pesquisas artísticas, referências e o legado que deixaram para a arte brasileira. O que aproxima e o que diferencia esses artistas? Questões de raça, gênero e classe social atravessam suas trajetórias.
Aula 3 — 22/04/2026 | Narrativas e visualidades
A terceira aula tem como objetivo promover a análise dos trabalhos, com atenção especial ao conjunto mais representativo de cada artista. Quais são as principais temáticas? Como foi a recepção da crítica? O que dizem os periódicos da época? A leitura de imagem é fundamental para compreender a construção de narrativas e visualidades do negro na história da arte.
Aula 4 — 29/04/2026 | Onde estão os gravadores negros?
Os museus são instituições racistas? E o mercado de arte? A última aula tem como objetivo discutir a circulação dos trabalhos em exposições, bem como o processo de inserção em acervos públicos e o interesse de colecionadores particulares. Em vista disso, pretende-se questionar os critérios de salvaguarda e as exclusões nas narrativas oficiais.
João Paulo Ovídio é historiador da arte, curador independente, educador museal e professor universitário. Doutorando em História da Arte, na linha de pesquisa Arte e Alteridade, pelo PPGHA/UERJ. Pesquisa, debate e escreve sobre arte moderna e contemporânea, narrativas contra-hegemônicas e relações étnico-raciais. É fundador e editor-chefe da Revista Desvio, publicação acadêmica online sobre arte, memória e patrimônio. Atualmente é professor substituto na Licenciatura em Pedagogia na FEBF/UERJ.





