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ATLAS DE POÉTICAS INTERROMPIDAS
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Sobre o Evento
No contexto da construção do MAIS – Centro de Memória de Artistas LGBTQIAPN+ no Interior de São Paulo, diversas ações de pesquisa e produção de memória social foram realizadas. Dentre elas, o Mapeamento de Pessoas Artistas e Coletivos LGBTQIAPN+ nessa região do estado teve um papel central: a partir dele traçamos um primeiro cenário da realidade da produção artística, dos desafios e das características das poéticas dessa comunidade artística interiorana.Embora nossa proposta também seja documentar a memória da comunidade em territórios esquecidos, perseguidos ou rasurados, limitar esse percurso a respostas definidas é impossível, dada a diversidade ainda velada e a complexidade artístico-cultural que encontramos. No entanto, é possível iniciar um processo – o primeiro de muitos – e reconhecer temas, poéticas, territórios e desafios em comum (ou não). Sistematizar, sensível e indisciplinadamente, essas poéticas, trajetórias e produções foi – e ainda é – nosso maior desafio, e também o eixo curatorial que alimenta esta exposição.Nesse contexto de mapeamento, criação de dados, análises e produção de memória, esse universo investigativo — poético e científico — nos orientou a coreografar esta cartografia e desenhar este primeiro mapa, como estudo bruto de um processo em permanente construção. Um pedaço de pergaminho repleto de potências, marcas, usos e tentativas de dimensão – a qual talvez nem queiramos encontrar por completo.Mesmo que ainda não esteja — disciplinadamente — publicada nas mapotecas consideradas como principais, é por esse caminho que trilhamos a construção e a transformação de uma memória viva da comunidade. Este atlas, portanto, é um ensaio nunca definitivo; um eterno exercício de plasticidade; um processo constantemente aberto a descobertas que se escreve e se atualiza em capítulos ainda por vir.É com muita satisfação que apresentamos o ATLAS DE POÉTICAS INTERROMPIDAS, a primeira exposição virtual do MAIS, e convidamos todas as pessoas visitantes a descobrirem novos territórios e produções de artistas LGBTQIAPN+ nos interiores (esquecidos, mas muito vivos) do estado de São Paulo.Rafa CavalheriCurador




