Contação de Histórias MCI | Caminhos das Águas: uma jornada Avá-Guarani
Libras
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 9 a 16 de maio ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
O que acontece quando uma história precisa mudar de lugar?
Nesta edição do Programa de Contação de Histórias MCI, o Cacique Euzébio Peralta Karai Mirim convida crianças e adultos a percorrerem uma trilha feita de memórias e esperança. Entre 1973 e 1982, o povo Avá-Guarani viu suas terras tradicionais serem transformadas por águas que subiram com a construção da Usina de Itaipu. Mas, como as sementes que viajam com o vento, esse povo trouxe consigo seus saberes, cânticos e o modo de cuidar da terra para o Vale do Ribeira, em uma caminhada que saiu das margens do Rio Paraná rumo ao litoral sul de São Paulo. Venha conhecer a história da Aldeia Itapu Mirim e descobrir como a força de uma cultura se mantém viva, mudando o mapa, mas preservando o coração e o espírito da floresta.
A saber: após mais de meio século de espera, 2025 tornou-se o ano de reparação concreta ao povo Avá-Guarani do Oeste do Paraná, gravemente impactado pela construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu nos anos 1970. Um acordo, mediado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), começou a sair do papel com a aquisição dos primeiros 220 hectares de terra e a ocupação por 60 famílias indígenas.
Sobre Cacique Euzébio Peralta Karai Mirim
Liderança indígena Avá-Guarani da Aldeia Itapu Mirim, em Registro, no Vale do Ribeira (litoral sul de São Paulo). Tem atuado na exaltação da conservação de sementes tradicionais, defendendo que nelas residem a tradição, a língua e as relações comunitárias dos Guarani (Avá-Guarani, Kaiowá, Mbya e Ñandeva) nas articulações para a obtenção de títulos de domínio junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e solicitações à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), visando garantir a posse de terras para comunidades indígenas, e, também, como autor/participante de produções que documentam a visão e as vozes do povo Guarani-Kaiowá e publicações sobre saúde (“tesãi ome’ẽ vy’a” | frase em Guarani que significa “A saúde dá felicidade” ou “Saúde proporciona alegria”).
Sobre o Povo Avá-Guarani
Significando “homem guarani”, constitui um dos principais subgrupos do povo Guarani, ao lado dos Kaiowá (Pãi-Tavyterã), dos Mbya e dos Ñandeva (Chiripá). Suas origens remontam à região do Rio Paraná, entre o Paraguai e o Brasil, território que foi profundamente impactado pela construção da Usina de Itaipu na década de 1970, forçando migrações para o interior do Mato Grosso do Sul e para o litoral de São Paulo e Paraná. Enquanto os Guarani Kaiowá se concentram majoritariamente no Mato Grosso do Sul e possuem uma organização social e política muito ligada à luta pela recuperação de suas terras tradicionais (tekoha), os Guarani Mbya são reconhecidos por sua característica de “viajantes” em busca da Terra Sem Mal (Yvy Marãe’ỹ) ao longo da costa atlântica e os Guarani Ñandeva descendem de grupos como os Tañyguá, Oguauíva e Apapokuva, que migraram do Paraguai em direção ao Atlântico, os Avá-Guarani distinguem-se por dialetos específicos e por uma trajetória de resiliência territorial que une a preservação de rituais ancestrais à adaptação em novas aldeias, como as localizadas no Vale do Ribeira, mantendo viva a identidade de um povo que “é” o próprio território que habita.
Sobre o Programa de Contação de Histórias MCI
Lançado em 2024, é um encontro mensal voltado a crianças e famílias, dedicado aos saberes e cosmologias dos povos originários. Mais do que ouvir narrativas, o programa propõe uma imersão em diferentes modos de viver, estar e cuidar do mundo. É um espaço de escuta ativa que celebra a pluralidade de vozes indígenas, promovendo o diálogo intercultural e o respeito à diferença desde a infância.
Ao longo dessa trajetória, o programa recebeu narradores que compartilharam a força de suas ancestralidades e suas vozes ecoaram:
2024: Lilly Baniwa (Baniwa); Luã Apyká (Tupi-Guarani); Naktamanãã Kuparaka (Pataxó); Dario Machado, Gerolino Cézar e Ranulfo Camilo (Terena); Kuenan Tikuna (Tikuna/Magüta); Djagwa Ka’agwy Kara’i Tukumbó (Guarani Mbya); Cristino Wapichana (Wapichana); Énh xym Akroá Gamella (Akroá Gamella); Coletivo Kanewí, com Júlia Maynã (Xukuru-Kariri) e Awassury Fulkaxó (Fulkaxó); Sônia Ara Mirim (Xukuru-Kariri) e Natalício Karaí de Souza (Guarani Mbya); Tserenhõ’õ Tseredzawê (Xavante); e Xipu Puri (Puri) e Abi Poty (Potyguara).
2025: Wera Xuru (Guarani Mbya); Elzeni Kaimbé (Kaimbé); Siriani Huni Kuin (Huni Kuin/Kaxinawá); Ediele Pankararu (Pankararu) e Ynaiê Máximo (Wassu-Cocal); Cristine Takuá (Maxakali), Maria Ara Poty (Guarani Mbya), Sônia Ara Mirim (Xukuru-Kariri) e Tamikuã Txihi (Pataxó); Lucia Benite (Guarani Mbya); Mulheres das Aldeias Piulewene e Ulupuwene (Waurá); Dani Mara (Borun e Pataxó); Tsinaki Ashaninka (Ashaninka); Maria Lídia e José Pankararu (Pankararu); Olivio Jekupé (Guarani Mbya); e Yndyan Fulkaxó (Fulkaxó), Laís Santos, Michele Saints, Simone Pankararu e Upya Pankararu (Pankararu), Txayane Fulni-ô (Fulni-ô) e Júlia Maynã (Xukuru-Kariri).
2026: Jhennifer Willys (afro-indígena, Tikuna e Kokama); Kawakani Mehinako (Mehinako); Maiara Astarte (Guajajara); e Pedro Pankararé (Pankararé).
Data: 16/05/2026, sábado
Local: Museu das Culturas Indígenas | 7º Andar
Horário: das 11h às 12h
Vagas: 30 (trinta)
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
- 30 (trinta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 9 a 16 de maio ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



