Dia Nacional da Mata Atlântica | Tecendo Reexistências na Mata Atlântica
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Sobre o Evento
Atividade virtual e gratuita, sem necessidade de inscrição.
Em celebração ao Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio), esta atividade virtual, transmitida no YouTube do MCI, propõe um mergulho na complexidade deste bioma a partir da cosmovisão e das experiências do Povo Tupi-Guarani da Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, em Guarulhos. Se em 1560 a “Carta de São Vicente” descrevia uma exuberância intocada, hoje a realidade da Grande São Paulo impõe desafios severos, como os impactos socioambientais decorrentes da construção do Rodoanel.
O encontro debaterá a urgência da conservação e recuperação deste bioma – que, embora reduzido a fragmentos que variam entre 12,4% e 24% de sua área original, ainda sustenta a vida e o clima para 72% da população brasileira. Unindo a ancestralidade indígena ao enfrentamento da expansão urbana predatória, busca-se refletir sobre como o uso sustentável e o saber tradicional são ferramentas vitais para proteger as mais de 20 mil espécies de plantas e a fauna endêmica que ainda resistem no coração da metrópole.
Saiba mais sobre como os povos originários preservam o verde em Guarulhos: [clique aqui]
Sobre Awa Kuaray Wera (Gilberto Awa Tupi)
Originário da Aldeia Bananal, localizada em Peruíbe, no litoral paulista, Awa Kuaray Wera (Gilberto Awa Tupi) carrega em sua trajetória a força e a ancestralidade do povo Tupi-Guarani. Atualmente, reside na Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, em Guarulhos, onde desempenha um papel fundamental na preservação da cultura indígena e na resistência territorial dentro da Região Metropolitana de São Paulo. Sua caminhada é marcada pela ponte entre a sabedoria tradicional da Mata Atlântica e os desafios da convivência com a mancha urbana, atuando como uma voz ativa na proteção do bioma e no fortalecimento da identidade de seu povo.
Sobre o Dia Nacional da Mata Atlântica – 27 de maio
Data oficializada em 1999, em referência à “Carta de São Vicente”, escrita em 1560 pelo Padre José de Anchieta, na qual descreveu pela primeira vez a biodiversidade e a exuberância das florestas tropicais do Brasil. O principal objetivo desta data é conscientizar a população para a conservação, recuperação e uso sustentável desse bioma.
Sobre a Mata Atlântica
Um dos biomas mais biodiversos do planeta, que ocupa cerca de 15% do território brasileiro ao longo da costa, abrangendo 17 estados nas seguintes regiões do país: Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do Sul), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e, também, a província de Misiones, na Argentina, e o Leste do Paraguai. Abriga mais de 20 mil espécies de plantas – 35% das espécies brasileiras – e fauna endêmicas. Com clima predominantemente tropical úmido, com alta pluviosidade, apresenta os seguintes tipos de vegetação: Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica sensu stricto), Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária) e Floresta Estacional Semidecidual e Decidual (Mata Seca, ou Mata Atlântica do Interior, ou Mata de Planalto), além de ecossistemas associados, que são os campos sulinos e as áreas de influência flúvio-marinha (manguezais e restingas), essenciais para o abastecimento de água e regulação climática de 72% da população brasileira. É o bioma mais devastado do Brasil, restando apenas um pequeno fragmento de sua extensão original (entre 12,4% e 24%), com altos índices de espécies ameaçadas de extinção..
Data: 27/05/2026, quarta
Local: Museu das Culturas Indígenas | YouTube
Horário: das 15h às 16h
Entrada: gratuita
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
- atividade virtual e gratuita, sem necessidade de inscrição.



