de 21 de maio à 26 de julho
terça à domingo das 10:00 às 17:00
Portão 10 - Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Vila Mariana, São Paulo - SP, 04094-050, Brasil
Entrada paga

Exu é o Orixá que abre caminhos, mediador entre mundos e guardião das encruzilhadas. Primeiro a ser saudado, sua presença atravessa diferentes dimensões da experiência afro-diaspórica. É a partir dessa força simbólica que nasce “Padê – sentinela à porta da memória”, exposição com curadoria de Rosa Couto que estreia em 21 de março, às 14h, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, localizado no Parque Ibirapuera.
A mostra reúne obras do acervo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo em diálogo com produções contemporâneas para explorar a presença e a potência de Exu nas culturas africana e afro-brasileira. Inspirada nos padês, oferendas dedicadas ao Orixá, a exposição articula arte, religiosidade e memória por meio de esculturas, objetos do sagrado, pinturas, fotografias e obras de arte africana, compondo um percurso que evidencia Exu como força de comunicação, transformação e movimento.
Organizada em três eixos conceituais, África, Travessia e Diáspora, a exposição percorre diferentes territórios, temporalidades e interpretações ligadas a Exu. O núcleo África reúne obras que apresentam visões autóctones do Orixá em suas diferentes dimensões, destacando sua relação com rituais, trocas e processos de comunicação. Já o núcleo Travessia explora Exu como divindade do movimento e do deslocamento, associado a encruzilhadas, estradas, ruas, oceanos e passagens. No núcleo Diáspora, a mostra aborda as transformações de Exu no contexto da diáspora africana, sua presença em religiões afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda, e suas reverberações nas artes contemporâneas.
“Exu é o princípio do movimento. É a força que rompe a inércia e faz o mundo acontecer. Pensar uma exposição dedicada a ele é também refletir sobre memória, transformação e sobre as energias que atravessam as culturas afro-diaspóricas. Ao reunir obras históricas e contemporâneas, a mostra propõe um encontro entre ancestralidade, arte e imaginação”, afirma Rosa Couto, curadora da exposição.
A mostra reúne obras de artistas como Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Felix Farfan, Ronaldo Rêgo, Mario Cravo Neto, Pierre Verger, Mestre Didi, Moisés Patrício, Georges Liautaud, Rafaela Kennedy, Rochelle Costi e Juliana Araujo, entre outros nomes. Como parte da experiência expositiva, a artista Sthe Araujo assina uma paisagem sonora criada especialmente para a mostra, ampliando a dimensão sensorial do percurso.
Mais do que uma figura do panteão afro-brasileiro, Exu aparece na exposição como força viva e cotidiana, reafirmando sua centralidade nas culturas afro-diaspóricas. Ao articular obras históricas e contemporâneas, a mostra propõe uma reflexão sobre memória, ancestralidade e imaginação, ressaltando a vitalidade de Exu em diferentes linguagens, tempos e territórios.
Políticas de entrada
R$ 15,00 - Inteira e R$ 7,50 - Meia Entrada
MAB - Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
de 21 de maio à 26 de julho
terça à domingo das 10:00 às 17:00
Portão 10 - Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Vila Mariana, São Paulo - SP, 04094-050, Brasil
Entrada paga

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