Encontro com Educadores: Lançamento da Soproteca da Cátedra Kaapora (Unifesp)
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 13 a 20 de junho ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
No Encontro com Educadores deste mês, o MCI recebe a Cátedra Kaapora de conhecimentos tradicionais e não-hegemônicos, vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para o lançamento da Soproteca, uma biblioteca que busca reunir produções audiovisuais e textuais de autoria indígena e/ou afro-brasileiras que se encontram dispersas internet afora. Além da apresentação dessa nova plataforma, haverá a presença especial de Cristine Takuá, Taata Nkisi Katuvanjesi, Andrea D’Amato e Alice Villela para uma roda de conversa que encontra os saberes dos terreiros, das aldeias e das ferramentas digitais de memória e conhecimento.
O que é a Soproteca?
A Soproteca é uma biblioteca de sopro, e o sopro como força criadora-criativa que atravessa e ativa corpos e territórios. Trata-se de uma coleção de links organizados em um banco de dados, que busca reunir materiais produzidos por povos indígenas, comunidades afrodescendentes, periferias urbanas e outros grupos cujos saberes costumam ficar à margem dos grandes circuitos de conhecimento. Vídeos, áudios, textos, entrevistas, documentários e outros tipos de materiais já podem ser considerados um patrimônio que se encontra disperso em canais, sites e plataformas.
A Soproteca visa contribuir com a solução de um problema: os modos pelos quais a informação circula na internet não ajudam a saber quantos materiais existem e nem como encontrá-los. Os mecanismos de busca são opacos em seu funcionamento, e materiais produzidos há poucos anos já deixam de ser priorizados nos levantamentos, e desaparecem da vista de quem procura.
O acesso a esses materiais é importante para um público diverso, mas principalmente para professores e estudantes da educação básica que desejam trabalhar com conhecimentos tradicionais e referências afro-brasileiras ou indígenas e muitas vezes não sabem por onde começar, ou com quais materiais. As escolas indígenas e quilombolas também apresentam a necessidade de materiais enraizados na pluralidade dos próprios territórios e pedagogias, e encontram ainda menos suporte para fortalecer suas atividades.
Assim, a Soprotoca é lançada com o propósito de mapear, descrever e classificar esses materiais já existentes na internet e com ela espera-se que o sopro dos conhecimentos afro e indígenas inspire, oriente e movimente reflexões, trabalhos e ações.
Sobre a Cátedra Kaapora
A Cátedra Kaapora de conhecimentos tradicionais e não-hegemônicos tem por finalidade a realização de atividades de extensão, ensino e pesquisa voltadas à multiplicidade de modos de viver, de conhecer e de formas expressivas indígenas, de populações tradicionais, de matriz afro e outras coletividades não-hegemônicas ou contra-hegemônicas em relação à produção de conhecimentos na universidade. O principal objetivo da Kaapora é promover cursos, palestras, debates, oficinas, pesquisas colaborativas e expressões artísticas protagonizadas por conhecedores dessas coletividades.
Sobre Cristine Takuá
Pensadora, aprendiz de parteira, educadora indígena Maxakali. É formada em Filosofia pela Unesp e foi professora por doze anos na Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’. Takuá faz parte do Instituto Maracá, que compõe a gestão compartilhada do MCI. É coordenadora das Escolas Vivas e integrante do Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida. Atua como representante do NEI (Núcleo de Educação Indígena) dentro da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e é membro fundadora do FAPISP (Fórum de Articulação dos Professores Indígenas do Estado de São Paulo). Vive na Terra Indígena Ribeirão Silveira, localizada na divisa dos municípios de Bertioga e São Sebastião.
Sobre Tata Nkisi Katuvanjesi (nome colonial Walmir Damasceno)
Autoridade Tradicional do Terreiro de Candomblé Kongo Angola Inzo Tumbansi, em Itapecerica da Serra. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab/Unifesp), iniciado para o Nkisi Kavungu em 22 de setembro de 1974, raiz Tumbenci da linhagem do Candomblé Kongo Angola de Maria Neném, em Salvador/Bahia; representante diplomático responsável para Brasil, América Latina e Caribe do Centro Internacional das Civilizações Bantu (Ciciba – sediado em Libreville, Gabão), coordenador pedagógico do Projeto de Mapeamento de Terreiros na capital de São Paulo executado pela UNIFESP em parceria com o Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu (ILABANTU).
Sobre Andréa D’Amato
Fotógrafa e doutoranda em Ciências Sociais/Antropologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sua pesquisa busca contribuir com a produção de concepções teóricas acerca das possibilidades da imagem e do fazer fotográfico pautadas por epistemologias não ocidentais. Colabora com a SOPROTECA desde seu início, atuou em diferentes fases desde pesquisa e indexação de itens, até a edição e coordenação do projeto.
Sobre Alice Villela
Antropóloga e atualmente Professora Visitante na Cátedra Kaapora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Trabalhou mais de dez anos com o povo Asuriní do Xingu (Pará), desenvolvendo projetos e pesquisas de mestrado e doutorado sobre imagem e xamanismo. Atualmente, desenvolve pesquisas ligadas à luta pela terra e à música dos Kariri-Xocó (Alagoas). É realizadora audiovisual, tendo feito pesquisa e direção de diversos documentários junto a povos indígenas. Também tem experiência com formação de professores da rede pública sobre temática indígena a partir da Lei 11.645.
Sobre o Encontro com Educadores
Com início em 2022, a ação compõe o Programa de Formação de Educadores, elaborado pelo Centro de Formação. O MCI oferece oficinas e atividades para formação continuada de professores, voltadas à abordagem da história e culturas indígenas em escolas ou demais espaços, em consonância com a Lei nº 11.645/2008. Os encontros são abertos também para a participação de educadores não formais e que trabalham com públicos diversos.
Data: 20/06/2026, sábado
Local: Museu das Culturas Indígenas | 7º Andar
Horário: das 14h30 às 17h
Entrada: gratuita
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
- 30 (trinta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 13 a 20 de junho ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.



