28 de junho
domingo das 15:00 às 16:00
R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo - SP, 05002-062, Brasil
Entrada Gratuita

Atividade presencial e gratuita, sem necessidade de inscrição.
O asfalto de São Paulo pulsa no ritmo da terra. Em celebração aos quatro anos de protagonismo do MCI, abrimos as portas para um território de escuta atenta e conexão direta com a ancestralidade. A apresentação do Coral Mborai Mirī rompe o ruído metropolitano e propõe uma suspensão do tempo urbano.
Trata-se de uma vivência estética e cerimonial, com cantos que carregam a memória viva da Mata Atlântica e a sabedoria dos povos originários, o grupo oferece uma experiência. É um convite sonoro que alinha o conhecimento das aldeias à busca contemporânea por sentido, bem-estar e raízes. Um espaço de encontro onde famílias e jovens se conectam à força de uma cultura que não apenas resiste, mas floresce e canta.
Sobre Coral Mborai Mirī
Na língua Guarani, Mborai designa “canto” ou “reza”; é a forma nominal de iporai (cantar, rezar). Enquanto Mirī significa “pequeno” ou “breve”. Mborai Mirī é, portanto, o canto-reza: uma manifestação sonora concisa e de extrema simplicidade vocal, mas que sustenta uma vastidão espiritual.
O grupo une as vozes de indígenas Guarani do Vale do Ribeira das aldeias Itapuã, Ka’aguy Poty e Tekoa Jejy-ty, situadas em Iguape, e Tekoa Yy Ryapu (também conhecida como Itapu Mirim), em Registro. Muito além de um conjunto musical, o coral é uma respiração coletiva de salvaguarda. Através da música ritualística de seus antepassados, os integrantes do Mborai Mirī atuam como guardiões, manifestando a presença viva, a autonomia e a multiplicidade de um povo que canta para manter o céu em seu lugar.
MCI: 4 ANOS
Quatro anos semeando protagonismo: o aniversário do MCI é um convite para mergulhar no universo dos povos indígenas.
Através de uma série de encontros, oficinas e vivências, celebramos a força das culturas que resistem e florescem em nossos territórios. Sob o pilar da gestão compartilhada entre o Conselho Aty Mirim e o Instituto Maracá, as atividades celebram o fortalecimento do museu como um espaço de diálogo e salvaguarda de saberes tradicionais, de maneira a conectar o conhecimento das aldeias ao coração da metrópole, transformando o MCI em um território de encontro para todas as gerações. O evento reúne lideranças, artistas e guardiões, promovendo o intercâmbio entre as comunidades originárias e o público para refletir sobre a presença viva e a autonomia da multiplicidade de modos de vida, línguas e tradições.
Sobre o Museu das Culturas Indígenas (MCI)
Nasceu com o propósito de articular, pesquisar e comunicar as histórias de resistência e a produção intelectual, artística e tecnológica dos povos originários. Mais do que um espaço de guarda, o MCI consolida-se como uma instituição museológica dialógica e participativa, onde a memória da ancestralidade permite o compartilhamento de saberes, filosofias e artes. Inaugurado em 2022, o museu é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo (SCEIC-SP), gerido pela Organização Social de Cultura Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), rompendo paradigmas através de uma gestão compartilhada com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. Este modelo garante o protagonismo direto de representantes dos povos Guarani (Mbya e Ñandeva), Kaingang, Krenak, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani e Wassu-Cocal, transformando o museu em um espaço pulsante de troca e salvaguarda.
Sobre o Conselho Indígena Aty Mirim
Instância responsável pela construção de mecanismos de escuta, consulta e formulação de uma agenda propositiva, comprometida com os direitos originários e com a consolidação da co-gestão indígena do MCI. Sua atuação abrange projetos cosmopolíticos nas áreas de educação, memória, patrimônio e artes, sempre em consonância com as lutas e a diversidade dos povos indígenas. O grupo é composto por representantes de diversas etnias – Guarani (Mbya e Ñandeva), Kaingang, Krenak, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani e Wassu-Cocal – que trazem o contexto de diferentes territórios do Estado de São Paulo:
Sobre o Instituto Maracá
Fundado em 2017, é uma organização da sociedade civil que atua como ponte entre os saberes originários e a sociedade não-indígena. Sua inspiração vem dos maracás – instrumentos sagrados de cabaça e sementes que conectam os povos ameríndios ao mundo espiritual. Com esse mesmo propósito de transmissão, o Instituto busca as melhores linguagens para ecoar as mensagens e conhecimentos tradicionais, dedicando-se à proteção e difusão do patrimônio histórico, ambiental e cultural dos povos originários.
Data: 28/06/2026, domingo
Local: Museu das Culturas Indígenas | Pátio
Horário: das 15h às 16h
Entrada: gratuita
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541
Observação:
Políticas de entrada
gratuita
MCI - Museu das Culturas Indígenas
28 de junho
domingo das 15:00 às 16:00
R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo - SP, 05002-062, Brasil
Entrada Gratuita

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