17 de junho
quarta das 19:00 às 21:00
R. Alfio Antonio Rossetto, 1843 - Ibirá, SP, 15860-000, Brasil
Entrada Gratuita

17/6, quarta, 19h – Sede da Cia Arte das Águas
Encontro: Lugares de Fala, com Gaia do Brasil e Murilo Gussi
1 - Exibição de filme: O Ventre do Traviarcado. Bate-papo: Diálogo sobre a resistência Trans, com Gaia do Brasil
Sinopse do filme: Em 1986 no centro de São Paulo, três travestis se unem para morar sob o mesmo teto, na tentativa de sobreviver a repreensão policial pós ditadura conhecida como “Operação Tarântula”, o início da epidemia do HIV/Aids, dando início ao primeiro movimento manifesto contra a violência policial. O elenco principal é formado por três travestis, Christina Martins, Stella She e Agatha Renard, assim como a diretora e roteirista Gaia do Brasil, a produtora Azulla e uma equipe diversa composta com artista da comunidade LGBTQIAPN+ riopretense.
Gaia do Brasil é o nome artístico de Drag Queen da multiartista trans Maria Clara Ferré. Trabalha nas artes visuais, audiovisual com atriz, diretora e roteirista, atua na cena teatral,musical e dança. Pós-graduada em dança e consciência corporal pela FMU (2017),a mesma é diretora e produtora de espetáculos como " Dandara" (2018), "Corpo abjeto "(2019) (premiada no danza a deriva america latina) "Experimento: Transmutação 1 (2021). Dirigiu as obras audio visuais " A sétima Trombeta" (2021), Documentário" Operação Tarântula " (2021) e " O ventre do Traviarcado" (2024) e " Entre nós" (2025).Gaia também assinou o visagismo do espetáculo "Tudo a fazer"(2022) da Cia azul celeste, Psicorange tour colab (2020) ," Boi Material" (2024) da Cia Cênica, "Rinocerontite 19" Cia apocalíptica. A mesma foi cocriadora do festival Pajubá (2021). Atuou em diversas produções audiovisuais. Foi a primeira conselheira da cultura LGBTQIAPN+ de São José do Rio Preto. É palestrante. Cocriadora do coletivo transmutação (2018 e atuante) e diretora da produtora audiovisual Gaia do Brasil Produções.
2 - Bate-papo: Notas pra não desaparecer, com Murilo Gussi
Sinopse: Esta não é exatamente uma palestra. Tampouco um espetáculo. A partir de memórias pessoais, fragmentos de cenas, documentos, canções, manifestos e confissões, Murilo Gussi revisita a construção de sua sexualidade e os caminhos que deram origem ao GAL – Grupo de Apoio à Loucura. Entre a criança que aprendeu cedo a sentir-se diferente, o jovem que buscou pertencimento e o artista que transformou suas inquietações em linguagem, emerge uma narrativa atravessada por desejo, vergonha, orgulho, violência, amor e sobrevivência. Numa espécie de conferência cênica, o público é convidado a percorrer as fronteiras borradas entre vida e obra, entendendo como cada espetáculo, cada performance e cada ação artística nasceram de urgências reais. O que acontece quando um corpo dissidente decide transformar suas cicatrizes em discurso? Como a arte pode ser abrigo, denúncia e invenção de futuro? Entre silêncios, risos e revelações, a proposta compartilha não apenas uma trajetória artística, mas a construção contínua de um corpo que insiste em existir, criar e amar apesar de tudo.
Murilo Gussi é um corpo em estado de travessia. Artivista, ator, performer, produtor, diretor e fundador do GAL – Grupo de Apoio à Loucura, investiga há mais de duas décadas as frestas entre arte e vida. Sua criação nasce das dissidências, dos afetos, dos excessos, das quedas e das reinvenções. Entre teatro, performance, música e ação política, constrói obras que transformam experiências íntimas em encontros coletivos, fazendo do próprio corpo um território de memória, resistência e imaginação
17 de junho
quarta das 19:00 às 21:00
R. Alfio Antonio Rossetto, 1843 - Ibirá, SP, 15860-000, Brasil
Entrada Gratuita

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