Curso | Introdução à Língua e Cultura Guarani Mbya
Sobre o Evento
As inscrições serão realizadas de 22 a 30 de junho ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
Haverá uma lista de espera a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e desistir da participação.
A língua determina a forma como um povo lê e constrói o mundo. O povo Guarani Mbya no Brasil vive em tekoas (comunidades) que estão localizadas atualmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e caminha pela Yvyrupa, o território ancestral que ignora as fronteiras coloniais estaduais e nacionais, desde muito antes da invasão europeia. Aprender seu idioma vai além da estrutura gramatical: é acessar uma lógica milenar de organização territorial, social e espiritual que resiste ativamente no Brasil.
O Curso de Introdução à Língua e Cultura Guarani Mbya propõe o contato direto com expressões básicas, vocabulário cotidiano e saberes tradicionais, promovendo um diálogo intercultural de impacto prático. Conduzido por Karaí Poty, a partir do material didático “Nhande Ayvu – Nossa Voz, Nossa Língua, Nossa Cultura”, a formação atende diretamente aos desafios de diferentes atuações profissionais e sociais:
- Para educadores e linguistas: instrumentaliza a aplicação crítica e decolonial da Lei 11.645/08 em sala de aula, qualificando o ensino de história e cultura indígena.
- Para profissionais da saúde e assistência social: fornece vocabulário essencial, pedidos de ajuda e comandos práticos, viabilizando a escuta, a tradução intercultural e o acolhimento humanizado no SUS e em territórios vulneráveis.
- Para pesquisadores, universitários e ativistas: rompe intermediários acadêmicos. Coloca a cosmovisão Guarani, o conceito de Yvyrupa e a luta pela demarcação identitária paulistana no centro do debate sobre sustentabilidade e direitos originários.
Dinâmica e Programa
O curso ocorre ao longo de quatro sábados no mês de julho, totalizando 8 horas de carga horária.
Aula 1 (04/07/2026): Cumprimentos, apresentações e identidade.
Aula 2 (11/07/2026): Família, pessoas e sentimentos.
Aula 3 (18/07/2026): Objetos, lugares, comida e bebida.
Aula 4 (25/07/2026): Comandos, pedidos de ajuda e prática cultural.
Sobre Karaí Poty (Antony)
Indígena Guarani Mbya, vive da Tekoa Pyau, na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo. É professor de idioma e cultura Guarani Mbya, tradutor, comunicador. Atua na linha de frente da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) da T.I. Jaraguá como intérprete tradutor, mediando o acesso da comunidade aos serviços de saúde. Possui amplo histórico de atuação institucional, passando pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Planetário do Carmo, Instituto Brincante e Museu das Culturas Indígenas. É o idealizador do coletivo Arandu Mirim, que desde 2025 articula e promove a visibilidade da presença indígena na capital paulista.
Sobre o Povo Guarani Mbya
Para os Guarani Mbya, as fronteiras do mapa não definem quem eles são. Espalhados por grandes distâncias, mas unidos por um fio invisível, eles se reconhecem como Ñandeva ekuéry: “todos os que somos nós”. É uma identidade que não se apaga, mantida viva pelo som de uma língua própria e pelo rigor de uma espiritualidade que resiste há séculos. Mais do que apenas habitar o litoral atlântico, os Mbya caminham. Suas jornadas não são fugas, mas buscas ativas pela “Terra Sem Mal” (um lugar de perfeição e equilíbrio). Nessa caminhada, cada novo território é uma oportunidade de recriar tradições, transformando a sobrevivência em uma forma de arte. A diferença entre os Mbya e outros grupos não está apenas no que dizem, mas no que fazem: no ritmo único de seus cantos, no grafismo de seus adornos e na forma como cada gesto cotidiano é um ritual de reciprocidade. Conhecer os Mbya é entender que, para eles, a vida e o espírito caminham sempre juntos, tecendo uma história que o tempo não conseguiu desmanchar.
Datas: 04 a 25/07/2026, sábados
Local: Museu das Culturas Indígenas
Horário: das 14h30 às 16h30
Vagas: 20 (vinte), mediante inscrição antecipada
Certificação: 8 horas
Entrada: R$ 50,00 + taxa Sympla
Inscrições: de 22 a 30/06/2026 ou até esgotarem as vagas
Público-alvo: educadores, linguistas, profissionais da saúde e assistência social, pesquisadores, universitários e ativistas
Classificação: 16 anos
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
- 20 (vinte) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 22 a 30 de junho ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- haverá uma lista de espera a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e desistir da participação;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.



