de 11 à 12 de julho
O dia todo
Pr. da Independência - Centro, Espírito Santo do Pinhal - SP, 13990-000, Brasil
Entrada Gratuita

11/07/2026 Música
Wagner Tiso
(Participação especial
Show Sentinela -
Tributo ao Clube da
Esquina)
Praça da Independência, s/n –
Centro – Espírito Santo do Pinhal –
SP
21:30
RELEASE WAGNER TISO
Wagner Tiso Veiga é músico, arranjador, regente, pianista e compositor. Nascido na cidade
mineira de Três Pontas, em 12 de dezembro de 1945, de família com origens ciganas do Leste
Europeu, é filho de um bancário e de uma professora de piano, que o iniciou nos estudos
musicais.
Na década de 1960, Tiso participou dos grupos Sambacana, dos conjuntos de Edison
Machado e Paulo Moura, e do Berimbau Trio. Foi um dos fundadores do Clube da Esquina —
um dos maiores movimentos musicais do país — no qual tocou órgão, piano e fez arranjos.
Ao lado do cantor e compositor Milton Nascimento, que conheceu ainda criança, em Três
Pontas, realizou estudos de acordeom e suas primeiras descobertas musicais. Em 1958,
Wagner Tiso iniciou sua carreira no grupo W’s Boys, um conjunto que animava os bailes de
sua cidade, acompanhando Milton Nascimento (que, na época, se apresentava como
Wilton).
Em 1969, fez o arranjo e compôs “Matança do Porco” para a trilha sonora de Os Deuses e os
Mortos, filme de Ruy Guerra, que representou o Brasil no Festival Internacional de Berlim.
Além desse, mais de 30 filmes receberam suas trilhas. No documentário Jango (1989), de
Silvio Tendler, o tema do filme foi letrado por Milton Nascimento e se transformou na música
“Coração de Estudante”, tornando-se um dos hinos do movimento Diretas Já.
Com Silvio Tendler, voltaria a repetir a parceria: Wagner foi convidado pelo cineasta para
compor a trilha sonora do filme sobre a vida do governador Leonel Brizola, com previsão de
lançamento em 2023.
Wagner também atuou nos filmes Chico Rei (1984), O Boto (1987) e A Ostra e o Vento
(1997), todos de Walter Lima Júnior, e em O Guarani (1995), de Norma Bengell.
Na década de 1970, criou a banda de rock progressivo Som Imaginário, juntamente com
Robertinho Silva, Tavito, Luis Alves, Laudir de Oliveira e Zé Rodrix, participando de shows e
gravações de Milton Nascimento. Em 1972, arranjou e orquestrou os discos Clube da
Esquina e O Milagre dos Peixes, de Milton. Foi eleito, pela crítica especializada, o Melhor
Arranjador de 1974 e 1975.
Em 1977, iniciou sua carreira solo e gravou seu primeiro disco, Wagner Tiso, com
composições próprias, além de duas músicas em parceria com Nivaldo Ornellas e vocais de
Milton Nascimento.
Ao longo de sua vida, Wagner Tiso morou em vários países, onde participou com diversos
artistas e orquestras sinfônicas: gravou três discos na Suíça e, em 1974, participou da
gravação do LP de Flora Purim em Montreux, no mesmo país. Gravou Native Dancer, de
Wayne Shorter, em Los Angeles. Morou na Espanha entre 1988 e 1989 e, em Portugal, por
diversas vezes entre 1972 e 2000. Tocou com o Quinteto de Cello por toda a Europa,
incluindo Dinamarca, Alemanha e Paris, entre outros.
Em 1979, lançou o LP Assim Seja, produzido por Milton Nascimento, e, nos anos 1980,
realizou diversas gravações. Destacam-se os LPs Trem Mineiro (1980) e Todas as Teclas
(1983). Nesse mesmo ano, participou da Noite Brasileira no Festival de Montreux, ao lado de
Alceu Valença e Milton Nascimento, que resultou em um disco. Posteriormente, gravou um
LP com César Camargo Mariano e, com João Carlos Assis Brasil e Ney Matogrosso, gravou o
LP A Floresta do Amazonas – Villa-Lobos (1987).
Em 1999, lançou, com Milton Nascimento, o disco Debussy e Fauré, com o Rio Cello
Ensemble. Em 2000, lançou o CD Tom Jobim Villa-Lobos, também com o grupo. Em 2002,
gravou com Zé Renato o CD Memorial e, no ano seguinte, o CD Tocar.
Em 2004, lançou o CD Cenas Brasileiras, ao lado da Orquestra Petrobras Pró-Música
(OPPM), dirigida por Roberto Tibiriçá, gravado ao vivo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 2005, comemorando 60 anos de vida e 45 de carreira, voltou ao Theatro Municipal do Rio
de Janeiro com um espetáculo acompanhado pela Orquestra Petrobras Sinfônica, tendo
como regente convidado Carlos Prazeres, dividindo a regência com Wagner. Participaram do
espetáculo Milton Nascimento, Gal Costa, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Toninho Horta, entre
outros.
Em 2007, lançou a coleção de quatro CDs intitulada Da Sanfona à Sinfônica – Wagner Tiso 40
anos de arranjos, traçando um panorama da música brasileira a partir da remasterização de
gravações originais de suas orquestrações realizadas ao longo de 40 anos de trajetória.
Em 2009, lançou o CD Samba e Jazz – Um Século de Música.
Em 2011, lançou o CD Outras Canções de Cinema, com composições de sua autoria em duo
com Márcio Malard. Também compôs duas peças sinfônicas completas: American Nights,
apresentada junto às orquestras sinfônicas de Salvador e do Espírito Santo, e Cenas
Brasileiras, que estreou no Theatro Municipal e já foi apresentada em diversas cidades do
país.
Em 2014, entre outras apresentações, realizou concerto com o cantor português Antônio
Zambujo e participou da turnê “Uma Travessia”, que celebrou os 51 anos de atividade
musical de Milton Nascimento, com participação dos integrantes do Clube da Esquina.
Também se apresentou no Festival Internacional de Jazz e Bossa de Santa Teresa, ao lado da
Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, e, junto com o cantor Tunai, subiu ao palco da Caixa
Cultural São Paulo para apresentar, pela primeira vez, o show Saudade da Elis.
Entre 2015 e 2016, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e inaugurou a
“Casa Wagner Tiso Jazz Club”, em Búzios (RJ), onde reuniu grandes nomes da música e
novos talentos. Além da dedicação à administração da casa de shows, tocou com a
Orquestra Camerata Sesi e com o violoncelista tcheco Jan Zalud, seguindo em atividade pelo
Brasil e realizando arranjos.
Dentre os diversos prêmios conquistados, destacam-se: o Prêmio da Ordem dos Músicos do
Brasil; o Troféu Villa-Lobos de Melhor LP Instrumental (1994); Melhor Música Original no Rio
Cine Festival (1987); o prêmio Golden Metais (1991); o prêmio do Cineclube do Banco do
Brasil de Melhor Trilha Sonora (1994); Melhor Música de Longa-Metragem no Festival de
Gramado (2004); e o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original no Festival Ibero-Americano de
Cinema (2008).
Desde 2016, Wagner tem se apresentado em diversos formatos de shows: como regente
convidado; em apresentações solo, nas quais homenageia grandes compositores brasileiros;
e em formações de duo ou trio, interpretando repertórios que vão de Villa-Lobos aos
clássicos da MPB e ao choro. Também se apresenta com diversas orquestras no Brasil e no
exterior.
Em 2018, realizou o primeiro Festival Internacional de Piano Solo (FIPS), em Belo Horizonte,
e, em 2019, em Niterói (RJ), com apresentações de pianistas renomados e premiação para
artistas revelação.
Ainda em 2019, em comemoração aos seus 60 anos de carreira, foi lançado seu primeiro
songbook, acompanhado de um espetáculo especial na Sala Cecília Meireles, no Rio de
Janeiro. No mesmo ano, também foi lançado o aplicativo Spotpart, idealizado por Mariana
Tiso, ampliando o acesso à sua obra e reunindo partituras de suas composições mais
importantes.
Atualmente, está sendo preparada a pesquisa e organização do Spotpart, reunindo partituras,
fotografias e a catalogação de suas obras.
Em dezembro de 2025, Wagner Tiso celebrou seus 80 anos com apresentações especiais no
Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, e na cidade de Maricá (RJ). Os concertos marcaram
também o lançamento da turnê de 2026, reafirmando a vitalidade e a relevância de sua
trajetória na música brasileira.
Como desdobramento das comemorações, estão em desenvolvimento o projeto do
documentário “Wagner Tiso – 80 anos”, que revisita sua trajetória artística e contribuição
para a música brasileira, e uma exposição dedicada à sua obra, prevista para 2026, reunindo
acervo, partituras, registros históricos e conteúdos inéditos.
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