Férias: Vale do Paraíba conta com imersão em artes visuais na temporada de Julho
Sobre o Evento
Alternativa de passeio e ampliação do repertório cultural se fundem na região e comunidade é convidada a experimentar novos espaços e experiências com movimento expressivo do setor no mês das férias
Neste mês de julho, São José dos Campos figura como cenário para todo entorno do Vale do Paraíba, ofertando novos modelos de experiências que fundem passeio, natureza e ampliação do repertório cultural. No CAEB, o Centro Ambiental Artístico-Cultural Edoardo Bonetti, 40 mil metros de natureza abrigam um museu a céu aberto desde o ano passado, parte do projeto Arco – Arte Compartilhada, que contará com a chegada de três novas instalações no próximo sábado, dia 11 de Julho, com sessões para visitação gratuita às 10h e às 11h30. Os ingressos, disponíveis na plataforma Sympla, são necessários apenas para automóveis, em virtude da organização do estacionamento, o público que utilizar transporte público ou aplicativo de transporte deve se atentar apenas aos horários das sessões.
"Nossa Inhotim” está crescendo
O Ponto cultural CAEB, organização social sem fins lucrativos, fundada em 2017, atua na intersecção entre arte, cultura, meio ambiente e inclusão social, com relevantes marcos na educação ambiental e área musical nos últimos anos. Desde 2025, destaca o Projeto ARCO - Arte Compartilhada, voltado às artes visuais e fomentado com recursos do Programa de Ação Cultural, PROAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Entre processos de criação, experimentação e formação artística, com as residências artísticas e oficinas gratuitas à comunidade, fortalece a produção cultural regional ao mesmo tempo em que propõe novas formas de relação com o espaço natural. De lá para cá, contou com a exposição de dois artistas internacionais convidados, e seis, de nove residências previstas, além de dezenas ações educacionais, com mais de R$ 100 mil injetados no segmento.
A segunda edição da Residência Artística, intitulada “Habitar a paisagem”, apresenta, no próximo dia 11, em sessões às 10h e 11h30, André Solnik, de São Francisco Xavier, Laila Terra, de Ubatuba, e Lucas Oliveira, de Taubaté, com obras desenvolvidas durante o período de imersão na entidade. Concebidas em diálogo com a paisagem e seus processos naturais, as três instalações passam a integrar o acervo permanente da instituição, consolidando um conjunto de obras que articula arte, natureza e território.
“A paisagem nunca é apenas aquilo que vemos. Ela é feita de luz, terra, tempo, memória e das relações que construímos com o lugar que habitamos. Nesta segunda residência os artistas apresentam obras que convidam o público a perceber o CAEB de maneiras diferentes. Em vez de transformar a natureza, suas instalações revelam aspectos que muitas vezes passam despercebidos”, sintetiza a curadora Pitiu Bomfin.
“Em Ninho, André Solnik utiliza dispositivos de câmera escura para projetar imagens invertidas da paisagem. A floresta torna-se imagem, e a própria luz, junto ao movimento das árvores e dos animais, passa a compor a obra. Em Geologia Abstrata, Laila Terra trabalha o substrato como matéria e superfície. Utilizando a técnica ancestral da taipa de pilão, a artista constrói uma escultura que evidencia as camadas do solo e convida o público a refletir sobre o território como um espaço de transformação, permanência e cuidado. Já Trama, Ritmo e Território, de Lucas Prado, cria uma instalação que dialoga com as trilhas do CAEB por meio de estruturas modulares. A obra não determina um caminho, mas propõe novas formas de caminhar, observar e experimentar a relação entre arquitetura, natureza e deslocamento”, completa Francela Carrera, mentora no Arco.






