8 de agosto
sábado das 10:00 às 11:30
R. Paulo Bourroul, 100 - Real Parque, São Paulo - SP, 05686-050, Brasil
Entrada Gratuita

Atividade presencial e gratuita, sem necessidade de inscrição, realizada no Projeto Casulo (Rua Paulo Bourroul, 100 – Real Parque).
Em 8 de agosto, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) promove o pré-lançamento do documentário Pankararu: “Entre Serras e Arranha-céus”. Produzido a partir de uma pesquisa autônoma conduzida por jovens indígenas deste povo, a obra foge das representações convencionais. Esses pesquisadores mergulharam em acervos institucionais e atualizaram os registros de história oral na comunidade do Real Parque (antiga Favela da Mandioca), às margens do Rio Pinheiros – local onde será realizado o evento.
A atividade acontece integrada à programação do Encontro Anual Pankararu 2026, evento que acontecerá no Projeto Casulo, organização parceira da Associação Pankararu. O Encontro contará com danças e cantos tradicionais (como o toré), venda de artesanato e o pirão de carne, que é acompanhado de arroz e garapa (rapadura) – alimento servido tradicionalmente em rituais. A comida é um elemento importante da cultura indígena, pois ela é capaz de estabelecer relações de proximidade, afeto, além de promover a cultura tradicional. Outros povos indígenas se juntam à celebração, como os Pankararé, Pankará, Fulni-ô, Jeripancó, Guarani, dentre outros.
A obra audiovisual é resultado de uma parceria entre a Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu, o Museu da Cidade de São Paulo (MCSP), vinculado ao Departamento dos Museus Municipais da Secretaria Municipal da Cultura, e o Museu das Culturas Indígenas (MCI), equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo (SCEIC-SP), gerido pela Organização Social de Cultura Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), rompendo paradigmas através de uma gestão compartilhada com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.
Sinopse: o que sustenta a raiz de um povo quando milhares de quilômetros separam seu chão de origem do asfalto onde hoje pisam? Em “Pankararu: Entre Serras e Arranha-céus”, essa resposta ganha corpo e ecoa na voz das mulheres da comunidade, as verdadeiras guardiãs dos ensinamentos dos encantados. Costurando passado e presente por meio de relatos recolhidos pela própria juventude indígena, a obra traduz a força de uma travessia iniciada na década de 1940 rumo a São Paulo. No lugar de uma narrativa tradicional de migração e perda, a tela revela uma teia poderosa de parentesco, cuidado coletivo e transmissão de saberes que transbordou a aldeia e revolucionou até mesmo o acesso à saúde pública no ambiente urbano. Mais do que uma atualização histórica, o filme é um manifesto afetuoso e vibrante sobre o orgulho inegociável de pertencer, cravando que o território Pankararu não se limita à geografia: ele se reinventa, respira e resiste firme, seja no sertão pernambucano ou à beira do Rio Pinheiros.
Brasil, 2026, 29’22”
Entrevistados: Adilson Pankararu, Charles Pankararu, Clarice Pankararu, Edcarlos Pankararu, Ediele Pankararu, Geracina Maria da Silva, Ivone Pankararu, Lídia Pankararu, Lu Pankararu, Luiz de Eva, Maria Francisca da Silva, Rafaela Pankararu e Santiago Pankararu
Captação Audiovisual: Alexandre Menezes, Edney dos Santos Nascimento, Gabryelle Pereira da Silva e Leandro Karaí Mirim
Edição e Montagem: Ago+Media | Produtora Audiovisual
Realização: Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu, Museu da Cidade de São Paulo (MCSP) e Museu das Culturas Indígenas (MCI)
Sobre a Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu
Fundada em 1994 no Real Parque, Zona Sul de São Paulo, é o motor político e afetivo de mais de 500 pessoas que transformaram a capital paulista em seu território de direito. Longe de atuar apenas como um reduto de saudade e memória para as famílias que migraram de Pernambuco há mais de seis décadas, a organização se firma como uma frente incisiva na reivindicação de políticas públicas, encabeçando vitórias estruturais históricas, a exemplo da inclusão em projetos habitacionais da prefeitura e da conquista de um núcleo do Programa de Saúde da Família voltado à população originária. Ao girar a roda de Toré no meio do concreto, invocando a força dos Encantados, e ao engajar a juventude em debates sobre direitos e saberes tradicionais, a Associação desafia ativamente a invisibilidade imposta pela cidade. Entre o combate diário ao preconceito e a busca atual por autonomia na captação de recursos, o espaço prova que manter a cultura Pankararu viva no contexto urbano é, antes de tudo, um ato contínuo e inegociável de defesa da própria vida.
Sobre o Museu da Cidade de São Paulo (MCSP)
Vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, assume o desafio urgente de encarar a maior metrópole abaixo da linha do Equador não como um cenário estático, mas como seu verdadeiro acervo vivo. Nascida do sopro modernista de Mário de Andrade em 1935 e consolidada ao longo de décadas de transformações, a instituição opera tanto dentro de seus muros, salvaguardando acervos preciosos de fotografia, história oral, arquitetura e documentos, quanto fora deles, nas ruas onde a profusão cultural e os contrastes urbanos acontecem. Sua estrutura descentralizada é uma rede de doze casas históricas e monumentos, como o Solar da Marquesa de Santos e a Capela do Morumbi, espalhados pelas franjas e pelo centro da capital para contar as memórias da ocupação rural e urbana entre os séculos 17 e 20. Muito além de guardar o passado, o Museu provoca uma reflexão contínua sobre as complexas dinâmicas e as múltiplas centralidades paulistanas, convidando habitantes e visitantes a decifrar a cidade simbólica que pulsa sob o concreto e a se tornarem sujeitos ativos na construção dos seus futuros possíveis.
Sobre o Museu das Culturas Indígenas (MCI)
Nasceu com o propósito de articular, pesquisar e comunicar as histórias de resistência e a produção intelectual, artística e tecnológica dos povos originários. Mais do que um espaço de guarda, o MCI consolida-se como uma instituição museológica dialógica e participativa, onde a memória da ancestralidade permite o compartilhamento de saberes, filosofias e artes. Inaugurado em 2022, o museu é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo (SCEIC-SP), gerido pela Organização Social de Cultura Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), rompendo paradigmas através de uma gestão compartilhada com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. Este modelo garante o protagonismo direto de representantes dos povos Guarani (Mbya e Ñandeva), Kaingang, Krenak, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani e Wassu-Cocal, transformando o museu em um espaço pulsante de troca e salvaguarda.
Sobre o Conselho Indígena Aty Mirim
Instância responsável pela construção de mecanismos de escuta, consulta e formulação de uma agenda propositiva, comprometida com os direitos originários e com a consolidação da co-gestão indígena do MCI. Sua atuação abrange projetos cosmopolíticos nas áreas de educação, memória, patrimônio e artes, sempre em consonância com as lutas e a diversidade dos povos indígenas. O grupo é composto por representantes de diversas etnias – Guarani (Mbya e Ñandeva), Kaingang, Krenak, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani e Wassu-Cocal – que trazem o contexto de diferentes territórios do Estado de São Paulo:
Sobre o Instituto Maracá
Fundado em 2017, é uma organização da sociedade civil que atua como ponte entre os saberes originários e a sociedade não-indígena. Sua inspiração vem dos maracás – instrumentos sagrados de cabaça e sementes que conectam os povos ameríndios ao mundo espiritual. Com esse mesmo propósito de transmissão, o Instituto busca as melhores linguagens para ecoar as mensagens e conhecimentos tradicionais, dedicando-se à proteção e difusão do patrimônio histórico, ambiental e cultural dos povos originários.
Data: 08/08/2026, sábado
Local: Projeto Casulo | Rua Paulo Bourroul, 100 – Real Parque, São Paulo
Horário: das 10h00 às 11h30
Entrada: gratuita
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
Políticas de entrada
gratuita, sem necessidade de inscrição
MCI - Museu das Culturas Indígenas
8 de agosto
sábado das 10:00 às 11:30
R. Paulo Bourroul, 100 - Real Parque, São Paulo - SP, 05686-050, Brasil
Entrada Gratuita

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