Roteiros do Patrimônio - Edição Taiaçupeba
Sobre o Evento
Esta atividade integra a programação oficial da Jornada do Patrimônio 2026, iniciativa do Sistema Estadual de Patrimônio Cultural de São Paulo (SISEP), programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciado pela Fundação Energia e Saneamento (FES).
Guia: Ubirajara Nunes - Diretor de Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura
Mediador Cultural: Fabiano Spike
Deslocamento: Ônibus fretado - Número de vagas: 45
Programação:
8h30 – Embarque no Largo do Senhor Bom Jesus - Centro Histórico (Rua Dr. Corrêa, s/n.º);
9h30 – Visita a Capela São Sebastião;
10h30 – Visita ao Jardim das Oito Virtudes;
11h30 – Parada na Praça da Igreja de Santa Cruz;
12h30 – Embarque em frente à Igreja de Santa Cruz;
13h30 – Desembarque no Largo do Senhor Bom Jesus - Centro Histórico.
Capela São Sebastião
A devoção local à São Sebastião se inicia por volta do final do século XIX. Com esforços dos lavradores Pedro Thiago Franco Martins e José Nunes, uma capela é erguida no povoado do "Desbruado" (atualmente Bairro São Sebastião). Com o passar dos anos a devoção ganha forma e conquista o crescente povoado, surgindo assim a necessidade de um templo maior. A atual igreja começa então a ser construída, tendo sua primeira etapa sendo concluída em 1904. A partir desta data o templo vai ganhando forma, sendo consagrado em 1916 para ofícios religiosos, e sendo decorado com pinturas do Artista Sacro-Popular José Benedicto da Cruz, mais conhecido como J.B.C., que conclui sua obra em 1919. A última ampliação do templo lhe dá uma torre e um coreto, e é concluída em 1928. A Capela São Sebastião trata-se de um Patrimônio Arquitetônico e Artístico de Mogi das Cruzes.
Jardim das 8 virtudes
O famoso jardim construído em Mogi das Cruzes (SP) na década de 1950, foi um projeto paisagístico idealizado e implantado sob os cuidados do artista Chang Dai-chien (1899-1983) em uma área de 250 mil metros quadrados.
Chang Dai-chien foi um dos mais célebres pintores e calígrafos da China moderna, tendo vivido no Brasil por quase 20 anos, entre as décadas de 1950 e 1970. Nascido em Neijiang, na China, em 1899, a partir de 1949 viveu em Hong Kong, na Índia e Argentina antes de instalar residência num sítio em Taiaçupeba, na zona rural de Mogi das Cruzes-SP, onde pintou grandes obras e construiu o Jardim das Oito Virtudes. Em 1970, com o anúncio do projeto da barragem do rio Jundiaí, que inundaria o seu sítio, Dai-chien mudou-se para Pebble Beach, na Califórnia, e depois para Taipei, onde faleceu.
As ruínas do Jardim das Oito Virtudes são um valioso registro histórico desse espaço que foi tomado pelas águas da represa. Hoje, sua existência é uma lembrança viva da beleza e do legado de Chang Dai-chien.
Os visitantes serão recebidos pelo artista plástico Fabiano Spike, que atua como cuidador e guardião do Jardim das Oito Virtudes. Spike trabalha na preservação do espaço e do legado de Mestre Chang desde 2020 e erigiu uma estátua em homenagem a Chang Dai-chien no local onde anteriormente ficava o último dos cinco pavilhões que ali existia
Opções de ingresso
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Políticas de entrada
Menores de 16 anos, acompanhados pelos pais ou responsáveis.
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