30 de agosto
domingo das 13:00 às 21:00
R. Ver. Antônio Morelato, 280 - Centro, Mairiporã - SP, 07600-243, Brasil
Entrada Gratuita

FLIPEI ENCERRA CICLO 2026 COM ESTALEIRO PIRATA INTEGRADO À FESTA "EBÓ" DO GRUPO CONTADORES DE MENTIRA EM MAIRIPORÃ
Quarto e último Estaleiro Pirata do ano celebra o sucesso da 8ª edição da Flipei e se une ao rito-performance de celebração, memória e resistência de um dos maiores coletivos teatrais de São Paulo.
MAIRIPORÃ, SP – O encerramento do circuito itinerante do Estaleiro Pirata 2026 tem endereço e simbolismo marcantes. A ação formativa e descentralizada da Flipei (Festa Literária Pirata das Editoras Independentes) aporta em Mairiporã em uma parceria especial com o tradicional Grupo Contadores de Mentira, integrando a programação do espetáculo-festa "Ebó", no dia 30 de agosto, domingo.
Se na cultura Yorùbá, o ebó é um ritual que limpa, reequilibra as energias e abre caminhos, para a tripulação pirata da Flipei, nada mais consonante que a simbologia desse encontro.
Desde maio, foram 3 Estaleiros Piratas nas cidades de Sorocaba, Carapicuíba e São Carlos; uma Feira do Livro Pirata no Sesc de Registro-SP; e uma edição histórica em São Paulo que, em cinco dias de evento, reuniu cerca de 57 mil pessoas em torno de quase 200 participantes na Feira do Livro e 73 atividades. Literatura e pensamento político permaneceram como eixos centrais, mas dividiram o território com música, artes visuais, esporte, infância e cultura popular.
A escolha do território reforça o pilar da solidariedade mútua. Com 31 anos de trajetória, o Contadores de Mentira — referência latino-americana em Teatro de Rito — atua hoje em Mairiporã após ter seu espaço histórico desmontado em Suzano devido à perseguição política.
Memória, ancestralidade e denúncia política
O espetáculo performático "Ebó", que este ano traz como tema "Salve a Comuna e meu Ori", reúne mais de 40 artistas ocupando o teatro e o parque do espaço em um rito de cinco horas de duração, unindo dança, cantos, comida e música. A encenação reúne festejos populares, tradições, cantos e danças, mas tem como ponto alto a denúncia e o questionamento do sistema, da opressão e da ascensão do fascismo pentecostal. A obra propõe uma reflexão urgente sobre a violência policial nos terreiros, a invasão e o desrespeito aos espaços de ritualidade negra, a repressão às tradições populares e episódios históricos de criminalização da cultura, como as prisões de tambores.
A programação abre o dia com a Feira de Livro Pirata. Em seguida, um ‘prólogo’ do Ebó promove um diálogo sobre racismo, religiosidade, luta política e defesa do patrimônio ancestral, reunindo o ativista, sociólogo e liderança periférica Chavoso da USP (Thiago Torres) e a Ialorixá, pesquisadora e mestre em Filosofia Mãe Nãna de Yemanjá (Eliana Ferreira Costa Paixão), integrante da Coalizão Negra por Direitos e da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. A mediação será realizada por Daniele Santana, integrante do grupo Contadores de Mentira.
13h às 18h: Feira de Livro Pirata
14h às 15h: Prólogo do Ebó: Conversa com Chavoso da USP e Mãe Nãna de Yemanjá (Mediação: Daniele Santana)
15h às 21h: Ato Teatral do Ebó - "Salve a Comuna e meu Ori" (Espetáculo-festa)
30 de agosto
domingo das 13:00 às 21:00
R. Ver. Antônio Morelato, 280 - Centro, Mairiporã - SP, 07600-243, Brasil
Entrada Gratuita

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