A modernidade de Guilherme de Almeida: poetas franceses em tradução
Sobre o Evento
Com Daniel Padilha P. da Costa
Nesta atividade, será discutida a concepção moderna de tradução poética que orientou o trabalho de Guilherme de Almeida, desde a escolha dos poetas até a reprodução, em língua portuguesa, dos aspectos formais e rítmicos dos poemas. Desde o início dos anos 1930, Almeida publicou coletâneas de traduções de poetas de língua francesa, como Paul Géraldy, Pierre Louÿs, Charles Baudelaire e Paul Verlaine, além da antologia Poetas de França (1936), publicada há 90 anos. Sua escolha de iniciar a obra com “A Balada das damas dos tempos idos”, de François Villon (considerado pela historiografia da época o primeiro poeta moderno francês) é indicativa de sua concepção sobre a “modernidade” poética e tradutória.
Na introdução da antologia, Guilherme de Almeida reconhece que a seleção dos poemas partiu de sua própria predileção como poeta, mas destaca também a especificidade da atividade tradutória: o tradutor é o reprodutor de um “original”, devendo “‘re’-produzir, quer dizer, produzir de novo, ou seja, sentir, pensar e dizer como o autor e com o autor” (ALMEIDA, 1936, p. 17).
A atividade integra as comemorações do Dia do Poeta.
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Espaço cultural
CGA - Casa Guilherme de Almeida
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