7 de novembro
sábado das 14:00 às 16:00
R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo - SP, 05002-062, Brasil
Entrada Gratuita
FLAN | BOACÉ UCHÔ (“palavra-terra”) - A Origem da Palavra Terra, com Karaí Mirim (mediação), Francy Baniwa, Carlos Papá Guarani e Moara Tupinambá
ATIVIDADE PRESENCIAL E GRATUITA, COM INSCRIÇÃO POR ORDEM DE CHEGADA, ATÉ O ESGOTAMENTO DAS VAGAS.
Muito antes de qualquer alfabeto tentar dominar as narrativas, os povos originários já liam os rios e as cascas das árvores. A escrita originária é gerada no útero do território, parida pela arte visual, pelo cotidiano e pela oralidade. Esta roda recusa o apagamento e transforma a literatura em um território vivo de acolhimento e autoafirmação das culturas indígenas.
Com mediação de Karaí Mirim, a mesa reúne Francy Baniwa, Carlos Papá Guarani e Moara Tupinambá para um confronto direto: a sociedade precisa parar de interpretar os povos indígenas e assumir o compromisso de escutá-los. O encontro reforça que a “palavra-terra” é a escrita ancestral que pulsa no corpo indígena, cruzando poesia, afeto e memória coletiva em um ato contínuo de demarcação de texto e cuidado coletivo.
Sobre Francy Baniwa
Bioma Amazônia | Hipamaalhe – “Som da Cachoeira”. Antropóloga, curadora e pesquisadora indígena do povo Baniwa, do Alto Rio Negro (AM). Em 2026, tornou-se a primeira professora indígena da Universidade de São Paulo (USP), atuando como pesquisadora de saberes ancestrais no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP). Pertencente ao clã Waliperedakeenai, nasceu na comunidade de Assunção, no Baixo Rio Içana (Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira - AM). “Filha da roça e do rio” e “dona de roça”, iniciou sua formação na floresta; graduou-se em Sociologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); é mestra e doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS-MN/UFRJ); e realiza pós-doutorado no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). Primeira mulher indígena do Brasil a publicar um livro de antropologia, é coautora de “Umbigo do Mundo”, obra escrita com seu pai, Francisco Luiz Fontes Baniwa, que documenta as cosmologias e a ciência Baniwa. Atuante nos movimentos indígenas do Rio Negro há mais de uma década, transita entre a academia ocidental e a ciência da floresta, coordenando a escola comunitária em sua aldeia com foco na transmissão oral. Atuou na comissão curatorial do Museu das Amazônias, em Belém (PA), e trabalhou como consultora de projetos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Museu Nacional dos Povos Indígenas, no Rio de Janeiro (RJ).
Sobre Carlos Papá Guarani
Bioma Mata Atlântica | Carlos Papá Mirim Poty é artista, cineasta, pensador e liderança espiritual do povo Guarani Mbya. Morador da Terra Indígena Rio Silveiras, localizada no litoral norte de São Paulo (entre os municípios de Bertioga e São Sebastião), atua há mais de 25 anos como um dos principais articuladores culturais e defensores da sabedoria ancestral de seu povo. É pioneiro na utilização do audiovisual como ferramenta de salvaguarda cultural e dedica-se à transmissão da filosofia e da memória ancestral de seu povo. É coordenador do Ponto de Cultura Escola Viva Arandu Porã. É um dos fundadores e conselheiro do Instituto Maracá e presidente do Instituto Guarani da Mata Atlântica (Iguama). Também integra o Conselho Aty Mirim do Museu das Culturas Indígenas. Atuou ativamente na articulação política e territorial como representante da Comissão Guarani Yvy Rupa, voltada à defesa das terras Guarani.
Sobre Moara Tupinambá
Bioma Amazônia | Artista visual, ilustradora, escritora, educadora, comunicadora e curadora ativista, nascida na Mairi Belém do Pará e membra da Aldeia Tucumã Tupinambá do Tapajós. Sua prática reúne desenho, pintura, colagem, instalação, escrita e audiovisual para investigar cartografias da memória, identidade, ancestralidade e processos de reafirmação Tupinambá na Amazônia contemporânea. Sua produção atravessa arte, política e educação, operando como prática de retomada e produção de conhecimento. É organizadora do Grupo de Estudos Maenry Tupinambá (GEMTUPY) e, desde 2024, desenvolve ações de arte e educação na Aldeia Tucumã do Tapajós. Foi responsável por articular a certificação do ponto de cultura indígena em sua aldeia, pela Política Nacional de Cultura Viva (PNCV). Realizou exposições como “Mirasawá” (Museu Nacional da República, 2025) e a individual “Maenry, Tupinambá: eu existo!” (2025). Participou da Bienal de Curitiba (2026), da Bienal das Amazônias (2023) e da Bienal de Montevidéu (2025). Recebeu o 8º Prêmio de Artes do Instituto Tomie Ohtake (2022). Foi indicada ao Prêmio Pipa de 2026. Venceu a categoria “Criadores Indígenas”, da Mostra Audiovisual Vidas Indígenas, do Museu da Pessoa (2025).
Sobre Karaí Mirim (mediação)
Bioma Mata Atlântica | Indígena do povo Guarani, mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e supervisor de comunicação do Museu das Culturas Indígenas. Sua trajetória articula comunicação, arte, caminhada e incidência institucional na construção de narrativas indígenas contemporâneas comprometidas com memória, território, sustentabilidade e transformação social.
Data: 07/11/2026, sábado
Local: Museu das Culturas Indígenas
Horário: das 14h às 16h
Entrada: gratuita
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541
Observações:
Políticas de entrada
gratuita
MCI - Museu das Culturas Indígenas
7 de novembro
sábado das 14:00 às 16:00
R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo - SP, 05002-062, Brasil
Entrada Gratuita

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